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Principal Institucional Imprensa Notícias 2018 Agosto Homem que matou amiga que brigou com sua mulher é condenado a 19 anos de prisão

Homem que matou amiga que brigou com sua mulher é condenado a 19 anos de prisão

por AF — publicado em 10/08/2018 17:45

O Tribunal do Júri do Recanto das Emas condenou Jorge Luiz de Assis Silva pelo homicídio duplamente qualificado de Ananda Oliveira Rodrigues da Silva a 19 anos e seis meses de reclusão, em regime inicial fechado. 

O crime aconteceu em 2009, dois dias após a vítima brigar com a companheira do réu. Aproveitando-se da amizade que mantinha com Ananda, Jorge foi a casa dela, pediu que a chamassem e, quando ela apareceu na porta, efetuou vários tiros, matando-a na frente do pai e da irmã dela. O réu ficou foragido durante 8 anos.

Na sessão de julgamento, realizada nesta quinta-feira, 9/8, o promotor sustentou integralmente a acusação e pediu a condenação do réu nos termos da denúncia, ou seja, por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e uso de meio que dificultou a defesa da vítima. A defesa, por sua vez, sustentou a tese de absolvição por negativa de autoria, ou, subsidiariamente, o reconhecimento do privilégio e a exclusão das qualificadoras.

Após os debates, o Conselho de Sentença, em resposta aos quesitos formulados, reconheceu a materialidade e a autoria delitivas e não absolveu o réu. Rejeitou a tese do privilégio e acolheu as qualificadoras imputadas na denúncia/pronúncia.

Na sentença condenatória, o juiz destacou: “Há notícias nos autos de que o acusado se dedica com certa frequência à prática de delitos. Destaco que a prisão preventiva do denunciado se mostra necessária para o resguardo da ordem pública, à vista da concreta periculosidade do réu, extraída, em especial, da gravidade concreta do crime e do fato de o acusado ostentar outra condenação, definitiva, o que demonstra a sua escalada delitiva e que sua prisão será proveitosa para impedir que, solto, volte a praticar condutas criminosas gravíssimas, como a que foi tratada neste processo”.

Ainda cabe recurso da condenação.

Processo: 2018.15.1.001796-5

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