Perfil do agressor
O perfil dos agressores sexuais é diversificado e não existe um padrão único que caracterize todos os indivíduos que cometem violências sexuais contra crianças e adolescentes.
No entanto, algumas características comuns podem ser observadas em estudos sobre o tema. É importante lembrar que essas características não são exclusivas ou determinantes, mas podem ajudar a entender alguns aspectos comuns entre agressores.
Conheça algumas dessas características
Relação de confiança ou autoridade
Muitos agressores têm uma relação preexistente de confiança ou autoridade com a vítima, como membros e amigos da família, treinadores, professores, líderes religiosos, entre outros. Eles usam essa posição para ganhar acesso e exercer controle sobre suas vítimas.
Manipulação e coerção
Agressores frequentemente usam táticas de manipulação, coerção ou sedução para cometer violência sexual contra suas vítimas e mantê-las em silêncio. São típicas atitudes como dar presentes, fazer promessas, usar segredos e, em alguns casos, ameaças diretas ou chantagem.
Normalização do comportamento
Agressores sexuais podem tentar normalizar seu comportamento com a vítima para diminuir a gravidade da violência aos olhos da criança ou adolescente. Muitas vezes podem iniciar com comportamentos que parecem inofensivos e gradualmente escalando para a violência sexual.
Preferência por crianças em situações de vulnerabilidade
Agressores podem escolher vítimas mais vulneráveis ou menos propensas a relatar a violência sofrida. Geralmente o perfil escolhido pode ser de crianças com histórico de abuso anterior, problemas familiares, deficiências ou dificuldades emocionais.
Conflito interno e negação
Alguns agressores podem apresentar alto grau de negação sobre seus comportamentos e não se percebem como agressores sexuais. Eles podem racionalizar seus atos com uma variedade de desculpas ou justificativas, a fim de minimizar a gravidade de suas ações.
Dificuldades em relações adultas
Em alguns casos, agressores podem ter dificuldades significativas em estabelecer e manter relacionamentos saudáveis e adequados com outros adultos e optar por se relacionar de maneira inapropriada com crianças ou adolescentes que cedem mais facilmente às suas investidas.
Padrões de comportamento
Alguns agressores podem ter um padrão de comportamento sexual com crianças e adolescentes que persiste ao longo do tempo, enquanto outros podem ter eventos isolados.
Atenção!
Compreender essas características pode ajudar famílias, sociedade civil e profissionais da educação, da saúde e da rede de proteção e garantia de direitos a desenvolver estratégias eficazes de prevenção e intervenção.