Supervisores da VIJ/DF falam à imprensa sobre família acolhedora e adoção tardia
A supervisora Vânia Sibylla Pires, da Seção de Fiscalização, Orientação e Acompanhamento de Entidades da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (Sefae/VIJ-DF), concedeu entrevista para o DFTV 2ª edição, que foi ao ar no último dia 10 de agosto, sobre o serviço Família Acolhedora, a ser destinado a crianças até 6 anos de idade que foram retiradas de seus lares pela Justiça. O programa prevê que, ao invés de serem acolhidas em uma instituição, elas podem morar em casas de famílias voluntárias até seis meses, enquanto sua situação é resolvida.
O treinamento e o acompanhamento das famílias acolhedoras ficarão a cargo da ONG Aconchego, em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH). A VIJ-DF participará dos procedimentos para encaminhamento das crianças à família acolhedora, pois somente o juiz da VIJ-DF tem a competência legal para determinar o acolhimento de uma criança ou adolescente (seja institucional, seja por família acolhedora).
A entrevista está disponível no link: https://globoplay.globo.com/v/6937518/programa/
Já o supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, psicólogo Walter Gomes, foi convidado do Programa Artigo 5º, da TV Justiça, com o tema “Incentivar a Adoção Tardia no Brasil”. O episódio tratou, inclusive, das estratégias de comunicação utilizadas pelas comarcas brasileiras, para divulgar crianças e adolescentes fora do perfil clássico desejado pelas famílias. O programa estreou dia 7/8, com reapresentações ao longo da semana. Assista aqui.
Mais de 43 mil pessoas fazem parte do Cadastro Nacional de Adoção. Do outro lado, estão cerca de 8,9 mil crianças e adolescentes a serem adotadas. A conta não fecha por causa das exigências dos adotantes, uma vez que mais de 70% dos candidatos a pais preferem crianças com menos de três anos de idade ou bebês recém-nascidos. Sobre a tramitação dos processos para meninos e meninas com idade mais avançada, pertencentes a grupos de irmãos ou com problemas de saúde, Walter Gomes disse que em face de recente inovação legislativa “é mais fácil garantir celeridade para esse perfil de criança e de adolescente do que o perfil clássico”, assegurou. Ele também afirmou ser válida a utilização de ferramentas de comunicação para mostrar quem são as crianças e a adolescentes aptos à adoção e sensibilizar interessados, a fim de viabilizar a flexibilização do perfil desejado.
Foi também convidado para o programa o juiz Iberê de Castro Dias, da Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo e integrante da Coordenadoria da Infância e Juventude do TJSP, e participou em videoconferência um pai que adotou três crianças.