Servidora da CIJ participa de seminário sobre primeira infância na UnB

por Liliana Faraco de Freitas — publicado 2020-03-09T16:47:00-03:00

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Na última sexta-feira, dia 6 de março, a servidora Karin Calazans Villapouca, da Coordenadoria da Infância e da Juventude do DF, participou do 2º Seminário Multidisciplinar: Primeira Infância em Foco”, promovido pela Coordenação de Integração das Licenciaturas da Universidade de Brasília – CIL/UnB. O evento objetivou reunir informações sobre a Primeira Infância a partir da troca de saberes entre os atores de diferentes esferas de atuação sobre a temática, para viabilizar propostas de mudanças legislativas e audiências públicas no âmbito do Distrito Federal. 

Karin realizou palestra com o tema Bordados e avessos no acolhimento institucional de bebês: um olhar Pikleriano. Ela falou de sua pesquisa de mestrado sobre bebês acolhidos institucionalmente no Distrito Federal, por meio da qual trouxe os aspectos relacionados ao vínculo afetivo dos bebês com adultos, sob a ótica do Marco Legal da Primeira Infância (Lei 13.257/2016). A servidora destacou a importância de se construir uma metodologia de atendimento baseada nos princípios da abordagem Pikler: valorização do vínculo entre a educadora e o bebê; reconhecimento e respeito à singularidade de cada bebê; promoção de autonomia por meio da liberdade de movimentos e brincar livre; adequação de brinquedos por faixa etária e de espaços internos e externos. 

Em sua pesquisa, Karin destacou, ainda, a realidade das condições de trabalho das mães sociais e apresentou sugestões para qualificar o serviço dessas profissionais e repensar a antiga legislação que cuida da categoria (Lei. 7.644/87), sob o olhar dos Direitos Humanos. 

Sobre a Abordagem Pikler

Com o objetivo de acolher crianças que tinham sido separadas de seus pais durante a Segunda Guerra Mundial, a médica húngara Emmi Pikler fundou um abrigo, na cidade de Budapeste, em 1946. Mais de 4 mil meninos e meninas passaram pelo Instituto Emmi Pikler-Lóczy e, ao acompanhar seus desenvolvimentos, constatou-se algo interessante: nenhuma delas detinha sinais de hospitalismo, como: apatia, falta de interesse pelo mundo exterior, atrasos no desenvolvimento afetivo, intelectual e/ou motor – que são naturais em casos de internamento prolongado em hospitais ou abrigos onde não é construído um vínculo afetivo. Ao contrário, as crianças do Instituto chamavam a atenção pelo desembaraço, segurança, alegria, confiança no adulto e bom desenvolvimento emocional. Um ambiente que permita o desenvolvimento pleno das capacidades motoras e uma relação intersubjetiva estável e afetivamente rica entre o educador e a criança, são a justificativa para o resultado positivo visto anteriormente.