Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
12 de Novembro – Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita

12 de Novembro – Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita

“Não deixe o seu coração sair do ritmo” Apesar de ser de conhecimento científico que as doenças cardiovasculares ocupam um lugar de destaque entre as causas de morte total no país e no mundo, o Brasil carecia de dados seguros sobre arritmias cardíacas e morte súbita. Neste sentido, desde 2007, a SOBRAC promove ações de conscientização em prol da população, através da campanha Coração na Batida Certa. O objetivo dessas ações é levar ao público leigo informações consistentes sobre as arritmias cardíacas, suas causas e consequências, entre elas a morte súbita cardíaca. Em 2010, o dia 12 de novembro foi instituído oficialmente como Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita. A missão é divulgar e alertar a população sobre os principais sintomas de uma arritmia cardíaca, doença que pode acometer 1 em 4 pessoas ao longo da vida e é responsável pela morte súbita de cerca de 300 mil brasileiros todos os anos. Por isso, durante o mês de novembro e no dia 12, são realizadas diversas ações da Campanha Coração na Batida Certa mobilizando diversos profissionais médicos, da área de saúde e personalidades com orientações sobre as arritmias cardíacas e a morte súbita com o propósito de reduzir o impacto das doenças cardiovasculares e mortes no país.

por Pró-Vida — publicado 11/11/2025

“Não deixe o seu coração sair do ritmo”

Apesar de ser de conhecimento científico que as doenças cardiovasculares ocupam um lugar de destaque entre as causas de morte total no país e no mundo, o Brasil carecia de dados seguros sobre arritmias cardíacas e morte súbita.

Neste sentido, desde 2007, a SOBRAC promove ações de conscientização em prol da população, através da campanha Coração na Batida Certa. O objetivo dessas ações é levar ao público leigo informações consistentes sobre as arritmias cardíacas, suas causas e consequências, entre elas a morte súbita cardíaca. Em 2010, o dia 12 de novembro foi instituído oficialmente como Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita.

A missão é divulgar e alertar a população sobre os principais sintomas de uma arritmia cardíaca, doença que pode acometer 1 em 4 pessoas ao longo da vida e é responsável pela morte súbita de cerca de 300 mil brasileiros todos os anos.

Por isso, durante o mês de novembro e no dia 12, são realizadas diversas ações da Campanha Coração na Batida Certa mobilizando diversos profissionais médicos, da área de saúde e personalidades com orientações sobre as arritmias cardíacas e a morte súbita com o propósito de reduzir o impacto das doenças cardiovasculares e mortes no país. 

O que é Arritmia Cardíaca ?

Arritmia cardíaca é o nome dado às alterações no ritmo dos batimentos do coração. O coração pode bater mais rápido (taquicardia), mais devagar (bradicardia) ou de forma irregular. Essas alterações podem ser passageiras ou persistentes, e variam desde condições leves até quadros mais graves que exigem acompanhamento contínuo.

As arritmias acontecem quando há falhas nos impulsos elétricos que coordenam os batimentos cardíacos. Em muitos casos, o paciente percebe o coração “disparar” mesmo em repouso ou sente uma pausa incomum entre os batimentos.

Quais as causas da Arritmia Cardíaca?

As arritmias podem ter diversas origens. Algumas estão relacionadas a problemas estruturais no coração, enquanto outras surgem por influência de fatores externos ou condições clínicas específicas.

Entre as possíveis causas estão:

  • Doenças cardíacas (como infarto prévio ou insuficiência cardíaca);
  • Hipertensão mal controlada;
  • Alterações nos eletrólitos (como potássio e magnésio);
  • Consumo excessivo de cafeína ou álcool;
  • Estresse e ansiedade;
  • Uso de medicamentos ou drogas ilícitas;
  • Desidratação;
  • Distúrbios hormonais (como disfunções da tireoide);
  • Excesso de atividade física;
  • Fatores genéticos ou hereditários.

Quais são os sintomas de Arritmia Cardíaca?

Nem toda arritmia causa sintomas, mas quando eles aparecem, podem variar bastante. Em casos mais leves, o paciente pode notar apenas uma sensação de palpitação. Em quadros mais graves, podem surgir sinais de comprometimento da circulação.

Principais sintomas:

  • Palpitações (batimentos acelerados, lentos ou irregulares);
  • Falta de ar;
  • Cansaço inexplicável;
  • Tontura ou desmaios;
  • Suor frio;
  • Aperto ou desconforto no peito;
  • Dificuldade para realizar esforço físico;
  • Confusão mental.

Arritmia Cardíaca tem cura?

Alguns tipos de arritmia podem ser controlados com mudanças de hábitos ou uso de medicamentos, enquanto outros exigem procedimentos específicos para correção do ritmo cardíaco. Em certos casos, o tratamento permite a normalização do ritmo, e o paciente pode viver normalmente. O acompanhamento médico é essencial para definir a abordagem mais adequada.

Qual tratamento para Arritmia Cardíaca?

O tratamento depende do tipo de arritmia, da causa e da gravidade do quadro. Pode envolver desde medidas simples até intervenções com tecnologias mais avançadas.
Opções de tratamento:

Mudanças no estilo de vida:

  • Alimentação equilibrada;
  • Redução do estresse;
  • Abandono do cigarro;
  • Evitar álcool e cafeína em excesso.

Uso de medicamentos:

  • Antiarrítmicos para controle do ritmo;
  • Medicamentos para controle da frequência cardíaca;
  • Anticoagulantes (quando há risco de formação de coágulos).

Procedimentos médicos:

  • Ablação por cateter (para correção de circuitos elétricos anormais);
  • Implante de marcapasso (em casos de bradicardia);
  • Desfibrilador implantável (CDI), para prevenção de arritmias graves.

Se tenho sintomas de Arritmia Cardíaca, que médico devo procurar?

O especialista indicado para investigar e tratar arritmias é o cardiologista. Em alguns casos, o acompanhamento pode ser feito por um eletrofisiologista — cardiologista com formação específica em arritmias.

Como é feito o diagnóstico de Arritmia Cardíaca?

O diagnóstico começa com uma escuta atenta dos sintomas, seguida de exame físico. Muitas vezes, o eletrocardiograma já revela alterações no ritmo. Em casos de arritmias intermitentes, o médico pode solicitar exames com monitoramento contínuo.

Quais exames o especialista pode solicitar para identificar a Arritmia?

Entre os exames utilizados estão:

  • Eletrocardiograma (ECG);
  • Holter 24h (registro contínuo dos batimentos cardíacos);
  • Ecocardiograma;
  • Teste de esforço (esteira);

Estudo eletrofisiológico (em casos complexos).

Fontes: SOBRAC- Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas

                  Site Rede D'Or