Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
22 de maio: Dia Mundial de Conscientização da Pré-Eclâmpsia

22 de maio: Dia Mundial de Conscientização da Pré-Eclâmpsia

As doenças hipertensivas na gravidez (em especial a pré eclampsia) têm impacto significativo na mortalidade maternal e perinatal. Mundialmente, estima-se que ocorram quase 80 mil mortes fetais e 500 mil mortes maternas anualmente, decorrente dessas condições, que contribuem também na mortalidade neonatal, pelos altos índices de prematuridade envolvidos na resolução dos casos.

por Pró-Vida — publicado 21/05/2024

As doenças hipertensivas na gravidez (em especial a pré eclampsia) têm impacto significativo na mortalidade maternal e perinatal. Mundialmente, estima-se que ocorram quase 80 mil mortes fetais e 500 mil mortes maternas anualmente, decorrente dessas condições, que contribuem também na mortalidade neonatal, pelos altos índices de prematuridade envolvidos na resolução dos casos.  

No Brasil, estima-se que a pré-eclampsia acometa cerca de 1,5% das gestantes1. A depender da localização geográfica em nosso país, a prevalência e taxa de mortalidade estimadas varia amplamente, sendo a prevalência de 0,2% e mortalidade materna de 0,8% nas regiões mais desenvolvidas, e de até 8,1% de prevalência e 22% de mortalidade materna nas regiões menos desenvolvidas. O risco de desenvolvimento da pré eclâmpsia é de 2 a 3 vezes maior em pacientes portadoras de hipertensão arterial, diabetes e doenças renais pré-gestacionais, e também aumentado em gestações múltiplas, idade maternal avançada, e obesidade.

Assim, ao celebrar esta data, dentro do mês de maio, onde se comemora o Mês Mundial da Hipertensão, a Sociedade Brasileira de Hipertensão em conjunto com outras sociedades médicas quer ressaltar a importância da identificação dos sinais e sintomas, e conscientizar as gestantes sobre a importância da aferição adequada da pressão arterial e da identificação dos outros sinais clínicos que podem auxiliar na identificação precoce das doenças hipertensivas da gestação que podem gerar complicações para elas próprias e também para os filhos.

A estimativa de risco no pré-natal, seja por dados epidemiológicos, de exame físico ou exames laboratoriais permite atenção  maior à população de risco, detecção precoce dos casos mais graves, com melhor desfecho materno e perinatal.

Pré-Eclâmpsia/Eclampsia

Durante a gestação, o aparecimento de determinadas complicações pode comprometer a saúde tanto da gestante quanto do feto. A eclampsia e a pré-eclâmpsia são alguns desses complicadores.

A pré-eclâmpsia é um problema grave relacionado com o aumento da pressão arterial de grávidas. O termo eclampsia, inclusive, é uma palavra de origem grega que significa raio ou relâmpago, pois é considerada rápida e perigosa.

Pode acontecer em qualquer gestante durante a segunda metade da gravidez ou até seis meses após o parto. Identificá-la o mais cedo possível é fundamental para garantir a saúde da mãe e do bebê, de modo que informações sobre a doença precisam ser amplamente conhecidas, não apenas das mulheres, mas também do companheiro, familiares e amigos que acompanham a gestação.

A hipertensão arterial específica da gravidez, quando não identificada e tratada, pode evoluir para a eclampsia, uma forma grave da doença, caracterizada por convulsões que põem em risco a vida da mãe e do feto, podendo levar ao nascimento prematuro.

A causa exata do problema ainda não foi estabelecida, porém, são conhecidos alguns fatores de risco:

– Pressão alta crônica;
– Primeira gestação;
– Diabetes;
– Lúpus;
– Obesidade;
– Pessoas da família com as doenças citadas acima;
– Gravidez depois dos 35 anos e antes dos 18 anos;
– Gestação de gêmeos.

Sintomas:

A pré-eclâmpsia pode ocorrer sem sintomas, porém, os sinais a seguir são os mais comuns: dor de cabeça forte que não desaparece com medicação, inchaço no rosto e nas mãos, ganho de peso de um quilo ou mais em uma semana, dificuldade para respirar ou respiração ofegante, náusea ou vômito após os primeiros três meses de gestação, perda ou alterações da visão, como borramento e luzes piscando, e dor no abdome do lado direito, próximo ao estômago.

Sintomas da eclampsia incluem dor de cabeça, de estômago e perturbações visuais que podem ocorrer antes da convulsão; sangramento vaginal e coma.

Tratamento:

A cura da pré-eclâmpsia só ocorre após o nascimento do bebê. Grávidas com o problema devem medir a pressão com frequência, fazer exames de laboratório, bem como utilizar medicação para o controle da hipertensão.

Outras medidas que o médico pode indicar, incluem:

– Alimentação com baixo consumo de sal e de açúcar;
– Repouso da mãe deitada do lado esquerdo (acredita-se que essa posição ajuda na circulação sanguínea para o útero e rins);
– Aumentar a ingestão de água;
– Fazer rigoroso acompanhamento pré-natal.

Prevenção:

Infelizmente, não existe um método garantido para evitar a pré-eclâmpsia. A melhor maneira de prevenir este e outros problemas, é a realização do pré-natal, com acompanhamento cuidadoso da gravidez e da pressão arterial.

Grávidas com fatores de risco ou que já tiveram pré-eclâmpsia antes devem ter a gestação acompanhada de perto, com consultas mais frequentes, principalmente no final da gravidez, para detectar o problema o mais cedo possível, se ele aparecer.

Fontes: Biblioteca Virtual em Saúde/Ministério da Saúde

                 SBH - Sociedade Brasileira de Hipertensão