Amamentação: Leite materno também contribui para a saúde do planeta
Com o objetivo de aumentar as taxas de aleitamento materno no País e ampliar a consciência a respeito dos benefícios da amamentação para a saúde da mulher, da criança, da família e de toda a sociedade, celebra-se entre os dias 1° e 7 de agosto a Semana Mundial da Amamentação (SMAN). O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios realiza desde 2008 uma semana dedicada ao tema da amamentação no órgão e foi escolhido, mais uma vez, para ser a sede da cerimônia de abertura da Semana Mundial do Aleitamento Materno no Distrito Federal. A cerimônia foi realizada no dia 2 de agosto, às 17 horas, no Berçário Nossa senhora da Conceição, vinculado ao Fórum de Brasília.
Comemorada em mais de 150 países, a SMAN foi idealizada pela WABA (World Alliance for Breastfeeding Action – Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno). O tema da campanha brasileira deste ano é “Amamentação. Faz bem para o seu filho, para você e para o planeta”.
Amamentar é a forma de proteção e alimentação mais econômica do mundo. A mãe que amamenta o filho não compra leite e fórmulas infantis, o que evita a produção de embalagens. Por consequência, ela também não precisará fazer mamadeira, evitando gasto de água e energia para esterilizar e esquentar o alimento. Dessa maneira, é possível gastar menos energia e economizar recursos naturais, sem perder qualidade.
Fernanda Ramos Monteiro, Coordenadora das Ações de Aleitamento Materno da Coordenação Geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno (CGSCAM) do Ministério da Saúde, explica que inserir a sustentabilidade na campanha de 2016 é uma maneira de falar dos benefícios que poucas pessoas sabem em relação à amamentação. “Geralmente todo mundo sabe da importância do leite materno, do quanto faz bem pra criança, do seu papel na redução da mortalidade infantil, mas queremos mostrar também, qual o benefício para o planeta e para a sociedade como um todo”, explica.
Para a saúde da criança, o aleitamento diminui a ocorrência de diarreias, afecções perinatais (problemas respiratórios e complicações de saúde antes, durante e logo após o parto) e infecções, que são as principais causas de morte entre recém-nascidos. Já para a mulher, as chances de desenvolver câncer de mama e de ovário reduzem significativamente.
A recomendação do Ministério da Saúde (MS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) é de amamentar os filhos de forma exclusiva até o sexto mês de vida, e só inserir alimentação sólida após esse período. Ainda é recomendado que as crianças sejam amamentadas até dois anos ou mais, em conjunto com a alimentação saudável.
Marcela Ribeiro Albuquerque, mãe da Cecília, conta que amamentou exclusivamente no seio até os seis meses de idade. Hoje, com um ano e dois meses, a filha ainda é amamentada. Isso contribuiu para a saúde da pequena. “Desde que ela nasceu, nunca ficou doente. Isso eu devo ao leite materno e aos alimentos saudáveis que ela come”, explica.
A amamentação é capaz de diminuir em até 13% a morte de crianças menores de cinco anos por causas preveníveis por todo o mundo. Segundo a OMS e o Programa das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de seis milhões de vidas de crianças são salvas a cada ano por causa do aumento de taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida.
Além de promover a saúde da criança, a Semana Mundial da Amamentação (SMAN) também busca incentivar que mulheres exerçam o seu direito de amamentar. Infelizmente, um ato tão comum e natural ainda precisa ter amparo da lei para ser garantido. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, aplicam multa para estabelecimentos privados e públicos que impeçam mulheres de amamentar. No Rio de Janeiro, por exemplo, quem afixar cartaz proibindo a amamentação no próprio estabelecimento pode ser multado em até 10 mil reais.
FONTE: Aline Czezacki, para o Blog da Saúde