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Como tratar micose? Saiba os tipos e aprenda também a prevenir

Como tratar micose? Saiba os tipos e aprenda também a prevenir

Você já ouviu falar em micose? Esse problema, bastante comum, é causado por fungos. Muitas pessoas se preocupam apenas com bactérias e vírus, deixando de lado o potencial que os fungos têm de causar doença.

por Pro-Vida — publicado 22/06/2023

Você já ouviu falar em micose? Esse problema, bastante comum, é causado por fungos. Muitas pessoas se preocupam apenas com bactérias e vírus, deixando de lado o potencial que os fungos têm de causar doença.

O termo micose vem do prefixo mikos, que, em grego, significa “fungo”. Os fungos são seres complexos, podendo ser compostos por uma ou várias células. Eles são fundamentais em nosso cotidiano — o fermento usado para fazer o pão crescer, por exemplo, é um fungo —, mas também podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de doenças.

Entre os tipos de micose, podemos citar:

  • onicomicose— a micose de unha;
  • candidíase, que atinge a área genital e oral;
  • pé-de-atleta, também conhecida como frieira;
  • pitiríase, ou pano branco.

As micoses podem ser causadas por diversas espécies de fungos e serem adquiridas de formas variadas. Por exemplo:

  • ao nadar em um local contaminado com o fungo;
  • ao entrar em contato com roupas contaminadas;
  • ao usar roupas úmidas ou muito abafadas por um longo período de tempo;
  • ao ter contato direto com a pele de alguém infectado.

Onde a micose pode aparecer?

A micose é um dos problemas mais comuns na saúde humana. Isso porque ela pode aparecer praticamente em todas as nossas estruturas — e, se não tratada, tem o potencial de se espalhar pelo corpo.

Algumas das áreas mais comumente afetadas são:

  • pele;
  • cabelos;
  • unhas;
  • mucosas;
  • órgãos internos.

As micoses que afetam a pele, cabelos e unhas são as mais conhecidas e faladas. Um exemplo é a frieira, que afeta os pés e é conhecida como “pé de atleta”. No entanto, outras regiões também podem ser afetadas, como as mucosas,  a boca e a região genital. A candidíase é a micose mais comum nessas áreas e é causada por um fungo.

Por fim, as micoses também podem afetar órgãos internos, como os pulmões. Problemas pulmonares causados por fungos são mais comuns do que você imagina, e eles exigem tratamento e intervenções imediatas.

Como identificar os sintomas?

Para detectar os sintomas da micose, é importante observar qual a região afetada pelos fungos. No caso das micoses pulmonares, por exemplo, os sintomas podem incluir tosse e dificuldade para respirar. Ou seja, são sinais pouco específicos, que podem estar associados a vários outros problemas de saúde.

As micoses genitais são conhecidas por causar corrimento, vermelhidão e coceira intensa. A candidíase é uma das mais comuns, afetando principalmente a região genital feminina, e pode estar associada a quedas na imunidade.

Por fim, temos as micoses cutâneas, que afetam a pele e suas estruturas anexas, como unhas e cabelos. Aqui, o principal sintoma é a mudança na coloração, que pode adquirir um tom esbranquiçado. Outros sintomas comuns de infecções fúngicas são manchas, coceiras e lesões.

Se você suspeitar que tem uma micose, é hora de procurar um médico. Não espere que os sintomas desapareçam sozinhos: se for realmente uma infecção fúngica, isso provavelmente não vai acontecer.

Em muitos casos, os médicos podem identificar a micose apenas por meio de um exame físico. A aparência das lesões na pele ou em outras partes do corpo já pode fornecer uma boa pista sobre o que está acontecendo. No entanto, os profissionais de saúde também podem solicitar exames complementares. Geralmente, uma pequena amostra de material é coletada e examinada ao microscópio. Ela pode ser obtida, por exemplo, por meio de secreções ou de uma raspagem da pele.

Micose tem tratamento?

Apesar de ser um problema incômodo, é possível se livrar dos fungos que causam a infecção. O tratamento é feito com o uso de fungicidas, que são substâncias responsáveis por exterminar os fungos.

A escolha do tratamento depende do local em que a micose apareceu. Podem ser prescritos comprimidos ou substâncias de uso tópico, como pomadas e loções. Quando o problema afeta o couro cabeludo, xampus também são usados. Em alguns casos, o tratamento é combinado, ou seja: você faz o uso de comprimidos e, também, de produtos aplicados na pele, para a intervenção agir em todas as frentes e acabar de vez com os fungos. O tratamento costuma ser longo, durando várias semanas. É importante segui-lo até o fim, sem abandonar antes do prazo determinado pelo médico.

Como prevenir micose?

A prevenção da doença depende do tipo de micose. Para evitar as micoses cutâneas, ter cuidados básicos com a higiene da pele é suficiente. Algumas dicas incluem:

  • não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas e bonés;
  • secar o corpo com atenção, especialmente em áreas com dobras;
  • evitar o uso de roupas molhadas por muito tempo (por exemplo, depois de nadar);
  • não abafar o couro cabeludo quando há umidade;
  • não compartilhar materiais de manicure;
  • evitar roupas apertadas, que não permitam a evaporação do suor;
  • trocar de roupa íntima com frequência e evitar peças muito apertadas, que abafem a região.

Em resumo, é importante evitar o combo perfeito para a proliferação dos fungos: calor e umidade. Ter bons hábitos de higiene e evitar o contato com objetos desconhecidos também ajuda na prevenção.

Recapitulando: em caso de qualquer sinal suspeito de micose, é fundamental buscar ajuda médica — com um médico de família ou clínico geral, além de outro profissional se necessário, como um dermatologista ou infectologista. Se você receber o diagnóstico, pode manter a calma: a micose é uma doença tratável. Basta seguir todas as orientações médicas e manter o tratamento até o final, e ela tende a desaparecer sem maiores complicações.

Continue se informando sobre cuidados com a saúde: confira o podcast do Hospital Israelita Albert Einstein!

Revisão técnica: Alexandre R. Marra, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein (FICSAE).