Cuidando da saúde no Carnaval
Para muitas pessoas, o período de Carnaval é para viajar e curtir. É um feriado que remete a alegria, calor e diversão. Por outro lado, muita gente embarca nessa euforia e se esquece de cuidar da saúde.
O período da festa mais popular do Brasil traz, além de diversão e alegria, preocupações antigas como o abuso de bebidas alcoólicas e a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como HPV, Sífilis, Gonorreia e HIV. Neste ano, porém, além de todas as recomendações de saúde comuns à época, como usar camisinhas, se manter hidratado e optar por refeições leves, o vírus zika traz um novo sinal de alerta.
Destino tradicional de foliões, o Nordeste é a região brasileira que registra mais casos da doença, bem como das patologias relacionadas ao seu contágio: a microcefalia e a Síndrome de Guillain-Barré. Mas as demais regiões também têm registros. Até o momento, 22 unidades da federação estão com circulação autóctone (contraída no local) do vírus zika: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Paraná.
Mesmo quem pensa em viajar para o Exterior deve tomar cuidados. Diversos países pelo globo já registraram o zika. Nas Américas, são 23 nações com casos, sendo que a mais afetada é o Brasil. As outras são: Barbados, Bolívia, Colômbia, Equador, El Salvador, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Ilhas Virgens, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Porto Rico, República Dominicana, San Martin, Suriname e Venezuela.
A Organização Mundial da Saúde teme “uma potencial disseminação internacional”, já que a população do continente não tem imunidade ao zika. Segundo o órgão, o fenômeno El Niño deve colaborar para a alta proliferação de mosquitos neste ano. Ainda de acordo com a OMS, apenas Canadá e Chile devem ficar livres de casos autóctones, devido a suas barreiras geográficas que impedem a entrada do mosquito vetor.
A recomendação geral é evitar viagens a locais com infestação de zika, mas isso nem sempre é possível. Embora tenha se falado muito na microcefalia, as grávidas e mulheres em idade fértil não são as únicas que devem se preocupar com a doença. Evitar locais de proliferação de mosquitos, optar por roupas longas e usar sempre repelente são cuidados que todos devem ter.
FONTE: http://www.simers.org.br/