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Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2024: Sigamos o caminho dos direitos

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS 2024: Sigamos o caminho dos direitos

O mundo pode acabar com a AIDS se os direitos de todas as pessoas forem protegidos.  Com os direitos humanos no centro e as comunidades na liderança, o mundo pode acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030.  Os avanços consideráveis alcançados na resposta ao HIV estão diretamente relacionados aos progressos na proteção dos direitos humanos. Por sua vez, os avanços realizados por meio da resposta ao HIV impulsionaram avanços mais amplos na concretização do direito à saúde e no fortalecimento dos sistemas de saúde.

por Pró-Vida — publicado 03/12/2024

O mundo pode acabar com a AIDS se os direitos de todas as pessoas forem protegidos. 

Com os direitos humanos no centro e as comunidades na liderança, o mundo pode acabar com a AIDS como uma ameaça à saúde pública até 2030. 

Os avanços consideráveis alcançados na resposta ao HIV estão diretamente relacionados aos progressos na proteção dos direitos humanos. Por sua vez, os avanços realizados por meio da resposta ao HIV impulsionaram avanços mais amplos na concretização do direito à saúde e no fortalecimento dos sistemas de saúde. 

No entanto, as lacunas na compreensão dos direitos humanos para todas as pessoas estão impedindo que o mundo siga o caminho que levará ao fim da AIDS, e estão prejudicando a saúde pública – e agora uma onda de ataques aos direitos ameaça acabar com os progressos alcançados. 

Acabar com a AIDS exige que alcancemos e envolvamos todas as pessoas que vivem com HIV, que são afetadas ou estão mais expostas ao risco de contraí-lo, especialmente as mais excluídas e marginalizadas. 

A igualdade de gênero é um elemento essencial de uma abordagem baseada nos direitos humanos para responder à AIDS. Aceitação, respeito e cuidado são essenciais. Leis, políticas e práticas que punem, discriminam ou estigmatizam pessoas — por serem mulheres ou meninas, ou por pertencerem a populações-chave ou a outras comunidades marginalizadas — dificultam o acesso à prevenção, testes, tratamento e cuidados relacionados ao HIV. O mesmo acontece com leis, políticas e práticas que dificultam o trabalho das pessoas que prestam serviços essenciais relacionados ao HIV para as comunidades afetadas ou que defendem mudanças. 

O caminho para acabar com a AIDS é um caminho de direitos. Respeitar a Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas e promover a inclusão de todas as comunidades é essencial para acabar com a AIDS, garantir o desenvolvimento sustentável e a segurança humana. É urgente eliminar as leis criminais e outras que violam os direitos das pessoas, e é igualmente urgente promulgar leis e adotar abordagens que defendam os direitos de todas as pessoas. Os mandatos do marco internacional de direitos humanos têm força legal, e as comunidades têm o direito de exigir que as partes responsáveis cumpram os compromissos assumidos em relação aos direitos humanos. 

Para reforçar a continuidade da narrativa nas mensagens do UNAIDS, a campanha continua com a imagem de um caminho que as lideranças devem escolher. Nesse caso, esse caminho é descrito como o caminho dos direitos. 

HIV/Aids: o que é, formas de contágio, tratamento e prevenção

A síndrome da imunodeficiência adquirida — mais conhecida pela sigla em inglês AIDS — é uma condição que resulta da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Esses agentes patológicos atacam os linfócitos — células responsáveis pela defesa natural do nosso corpo —, impedindo sua atuação e comprometendo todo o sistema imunológico (de defesa) do indivíduo. 

Por conta disso, algumas pessoas que convivem com o HIV podem ficar mais suscetíveis a infecções por outros microrganismos, devido à complexidade e variabilidade de suas condições imunológicas. Isso pode levar ao agravamento do quadro de saúde por outras doenças, como tuberculose, toxoplasmose, candidíase e pneumonia. Mesmo uma gripe simples já pode representar um grave risco.  

Pessoas infectadas podem apresentar sintomas como febre, erupções e manchas na pele, grande perda de peso, íngua (alargamento dos gânglios linfáticos) e aumento do fígado e do baço. 

Preconceito e discriminação 

Na década de 1980, o mundo enfrentou uma pandemia de AIDS que foi fortemente marcada pela desinformação. Além do elevado risco de morte, uma vez que ainda não havia tratamentos efetivos para a doença, as pessoas que conviviam com o HIV naquela época eram diariamente vítimas do preconceito e da discriminação. 

Ainda hoje, há muito estigma em torno da infecção. Por isso, é importante lembrar que o vírus não é transmitido pelo ar, espirros ou tosse, muito menos por contatos afetivos, como beijos, abraços ou apertos de mão. Da mesma forma, compartilhar copos, talheres ou roupas também não representa ameaça à saúde. 

Contaminação 

As formas mais comuns de contágio do HIV são: 

  • Relação sexual sem uso de preservativo;
  • Transmissão do vírus de uma mãe infectada para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação;
  • Compartilhamento de seringas;  
  • Transfusão realizada com sangue contaminado;
  • Cortes ou perfurações com objetos não esterilizados e contaminados.

Diagnóstico

Apesar de algumas pessoas apresentarem sintomas logo após contraírem o vírus, isso não é uma regra. Cada organismo reage de uma forma à infecção. Em muitos casos, o HIV permanece “adormecido” (incubado), sem qualquer manifestação, durante anos ou décadas.   

Daí a importância de fazer o teste de anticorpos para o HIV, conforme orientação médica. A presença do vírus pode ser detectada tanto por coletas de sangue quanto de saliva. Ambos os métodos estão disponíveis gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).  

Contudo, o exame só consegue detectar o HIV no organismo a partir de duas a seis semanas depois da suspeita de contágio. Isso se deve à janela imunológica do vírus, tempo que o sistema imune demora para criar anticorpos contra o agente invasor. 

Tratamento 

Desde a década de 1990, diversos medicamentos foram desenvolvidos para combater a ação do HIV no organismo, reduzindo seus efeitos contra o sistema imunológico.  

Embora ainda não exista cura para a infecção, seus efeitos no organismo podem ser controlados com medicamentos antirretrovirais, por exemplo. Essas drogas agem no organismo inibindo a multiplicação viral, o que evita o enfraquecimento do sistema imunológico.

Prevenção 

Os métodos de diagnóstico e tratamento evoluíram, mas a chave para combater o HIV e a AIDS ainda é por meio da prevenção. Ela pode se dar a partir de medidas farmacológicas e não farmacológicas.  

Fazem parte do primeiro grupo as profilaxias pré-exposição (PrEP) e pós-exposição (PEP). Disponível no SUS desde 2017, a PrEP envolve o uso diário de antirretrovirais para prevenir a infecção em indivíduos com maior risco de exposição ao HIV, como homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.  

A PEP, por sua vez, está disponível desde a década de 1990 e consiste na utilização da terapia após a exposição ao vírus. E isso vale para as mais diversas situações: da camisinha estourada a casos de violência sexual ou acidentes de trabalho com objetos cortantes, por exemplo. 

Entre as medidas não farmacológicas, estão: 

  • Usar preservativo durante o sexo; 
  • Não compartilhar seringas; 
  • Esterilizar materiais cortantes (piercings, agulhas e itens de manicure, por exemplo) antes do seu uso; 
  • Manter um cronograma regular de testagem para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs);  
  • Consumir e compartilhar informações verdadeiras sobre o HIV e a AIDS. 

Fontes: uniaids.org

                  Vida Saudável/Hospital Israelita Albert Einstein