Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Dia Mundial do Câncer: por cuidados mais justos

Dia Mundial do Câncer: por cuidados mais justos

O câncer é a segunda principal causa de mortes em todo o mundo. Mas, a cada ano, novas formas de diagnóstico, tratamento e prevenção estão surgindo em decorrência do avanço da ciência e das novas tecnologias. A grande questão é: todas as pessoas terão acesso a esses cuidados e de forma adequada?  Por isso, para marcar o Dia Mundial do Câncer neste 4 de fevereiro, a Union for International Cancer Control (UICC – em português, União Internacional para o Controle do Câncer) lançou a campanha global “Por cuidados mais justos”, com duração de três anos – de 2022 a 2024.

por Pró-Vida — publicado 09/04/2024

O câncer é a segunda principal causa de mortes em todo o mundo. Mas, a cada ano, novas formas de diagnóstico, tratamento e prevenção estão surgindo em decorrência do avanço da ciência e das novas tecnologias. A grande questão é: todas as pessoas terão acesso a esses cuidados e de forma adequada? 

Por isso, para marcar o Dia Mundial do Câncer neste 4 de fevereiro, a Union for International Cancer Control (UICC – em português, União Internacional para o Controle do Câncer) lançou a campanha global “Por cuidados mais justos”, com duração de três anos – de 2022 a 2024.

O tema tem o objetivo de aumentar a conscientização sobre a inequidade no tratamento do câncer e quais são as barreiras enfrentadas por muitos pacientes. Tanto em países de baixa quanto de média renda, a falta de equidade está custando vidas.

O que é inequidade na saúde?

Na saúde, a inequidade se refere à distribuição desigual de recursos. Em contraste, injustiça significa diferenças injustas e evitáveis nos cuidados ou nos desfechos. A diferença pode parecer sutil, mas fechar a lacuna dos cuidados do câncer não significa simplesmente fornecer a todos recursos iguais.

Uma medida não serve para todos, e cada desafio exige uma solução diferente. Equidade é dar a todos o que precisam, para colocá-los no mesmo nível.

Do empoderamento ao impacto: uma história em três partes

2022: Percebendo o problema 
O tema do primeiro ano da campanha teve como objetivo compreender e reconhecer as desigualdades no tratamento do câncer em todo o mundo, em busca de um futuro em que as pessoas tenham vidas mais saudáveis e melhor acesso aos serviços de saúde e oncológicos, independentemente de onde nasçam, cresçam, envelheçam, trabalhem ou morem.

2023: Unindo nossas vozes e agindo
O segundo ano envolveu a comunidade oncológica para unificar as vozes, agir e estabelecer alianças mais fortes por meio de colaborações inovadoras para tonar realidade as mudanças que são necessárias.

2024: Juntos, desafiamos aqueles que estão no poder
Para o último ano da campanha, o objetivo do tema é levantar as vozes da comunidade oncológica para envolver lideranças e políticos a fim de impulsionar mudanças duradouras e criar estratégias inovadoras para enfrentar a desigualdade, investindo recursos para alcançar um mundo com acesso a serviços de saúde de qualidade para todos quando, onde e como precisarem.  

INCA destaca que movimentar o corpo é importante aliado na prevenção do câncer

Ser fisicamente ativo como parte da rotina diária é uma atitude valiosa para prevenir o câncer. Diferentes tipos da doença podem ser prevenidos com prática da atividade física, dentre eles os mais comuns no Brasil, como os de mama e intestino grosso (cólon). E isso não necessariamente está relacionado a frequentar academias, fazer parte de um time de futebol ou correr maratonas. A recomendação de alcançar 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada é importante, mas, segundo o INCA, qualquer tempo dedicado a movimentar o corpo, em qualquer intensidade, trará benefícios para a saúde. O instituto, assim, reforça à população o convite ao movimento em razão do Dia Mundial da Atividade Física (6 de abril). A Organização Mundial  da Saúde criou a data para combater o sedentarismo e incentivar a prática de atividades físicas em locais públicos.

O mais relevante é que as pessoas encontrem tipos de atividade física que gostem e/ou se encaixem na sua realidade. “É importante que se considere preferências, disponibilidade de tempo e local apropriado para a prática. As possibilidades são muitas, desde aquelas feitas no dia a dia, como caminhar, andar de bicicleta, dançar, passear com o animal de estimação e praticar esportes recreativamente, até aquelas mais sistematizadas, como ginástica e musculação em academias”, observa Fabio Carvalho, da Área de Alimentação, Nutrição e Atividade Física da Coordenação de Prevenção e Vigilância do Câncer do Instituto.

 Dois estudos recentes, publica dos  em dezembro de 2023 e janeiro deste ano, reforçam que a atividade física protege contra o câncer. O estudo sueco, liderado por Kate Bolam e publicado no British Journal of Sports Medicine, constatou que homens com maior capacidade cardiorrespiratória apresentam 35% menos risco de terem câncer de próstata quando comparados com homens cuja aptidão cardiorrespiratória é reduzida. Os pesquisadores avaliaram cerca de 58 mil homens empregados, com idade média de 41,4 anos.

Já em relação ao câncer de mama, o estudo conduzido por Iain Timmins, do Instituto de Pesquisa em Câncer do Reino Unido, e publicado no Journal of Clinical Oncology, concentrou-se em mulheres na pré-menopausa. Ao analisar dados dos relatos de pouco mais de 547 mil mulheres foi identificado que níveis mais altos de atividade física no lazer estavam associados à redução de 10% no risco de câncer de mama.

Uma das ações do INCA na área da prevenção e do controle do câncer voltada para os profissionais de saúde é a publicação de uma série de documentos, em parceria com outras instituições do campo da oncologia e da educação física, como o guia Atividade Física e Câncer: recomendações para prevenção e controle, o primeiro material de recomendações em língua portuguesa, que busca ampliar o conhecimento sobre a prática de atividade física e o câncer, bem como aproximar a população brasileira e os profissionais de saúde das melhores e mais atuais evidências científicas sobre o tema.

O INCA, também em parceria, publicou o guia Recomendações de atividade física durante e após tratamento oncológico. Segundo Fabio Carvalho, o documento reforça que quem tem ou teve a doença se beneficia do hábito de movimentar o corpo, assim como assegura que, de maneira geral, a prática de atividades físicas durante o tratamento oncológico é segura e bem tolerada, promove melhora do estado psicossocial e da qualidade de vida, evita o comprometimento funcional e previne distúrbios do sono. Além disso, o hábito potencialmente está associado à redução da dor, evolução da função cognitiva e sexual, diminuição da cardiotoxicidade e comprometimento cardiovascular.

Fontes: INCA - Instituto Nacional do Câncer

                  A.C.Camargo Câncer Center