É possível ter esperança diante do caos?
Atualmente somos frequentemente bombardeados com notícias sobre tragédias que expõem a fragilidade humana e a necessidade de repensarmos sobre como estamos vivendo em sociedade. Mas também, no mesmo contexto, é comum termos depoimentos de pessoas que, expondo o seu sofrimento, também falam do valor da preservação da vida, da gratidão e da Esperança em dias melhores. Sim, a Esperança sobrevive ao caos. Ela consiste em acreditar que, mesmo nas situações mais sombrias, há espaço para mudança, crescimento e renovação. Ela nos incentiva a buscar apoio, a criar caminhos e a cultivar pequenos momentos de alegria que podem transformar nosso dia a dia. Ela atua como um Farol em meio à tempestade.
Atualmente somos frequentemente bombardeados com notícias sobre tragédias que expõem a fragilidade humana e a necessidade de repensarmos sobre como estamos vivendo em sociedade. Mas também, no mesmo contexto, é comum termos depoimentos de pessoas que, expondo o seu sofrimento, também falam do valor da preservação da vida, da gratidão e da Esperança em dias melhores.
Sim, a Esperança sobrevive ao caos. Ela consiste em acreditar que, mesmo nas situações mais sombrias, há espaço para mudança, crescimento e renovação. Ela nos incentiva a buscar apoio, a criar caminhos e a cultivar pequenos momentos de alegria que podem transformar nosso dia a dia. Ela atua como um Farol em meio à tempestade.
Não se trata de alienação ou pensamentos ingênuos e infantis de que a situação será magicamente resolvida. Pelo contrário, a Esperança tem sido estudada cientificamente e reconhecida como um valioso recurso psicológico e que, ao cultivá-la, criamos um alicerce sólido para uma saúde mental equilibrada e para uma vida mais plena. Sim, podemos desenvolver e fortalecer a Esperança que há em todos nós.
Segundo pesquisadores como Charles Snyder1, esperança é um estado psicológico composto por três elementos:
1. A habilidade de definir objetivos significativos e realistas;
2. A capacidade de traçar estratégias para alcançar esses objetivos, mesmo diante de obstáculos;
3. A motivação e a crença de que é possível atingir essas metas.
Essa tríade torna a esperança um recurso psicológico poderoso para a saúde mental, especialmente em situações de estresse ou adversidade. Pessoas esperançosas são mais resilientes, conseguem enfrentar desafios com mais eficácia, possuem maior senso de controle sobre suas vidas, se engajam no autocuidado e em tratamentos de saúde e relatam maior satisfação com a vida.
Destes estudos, trago aqui algumas estratégias que são indicadas para o desenvolvimento da Esperança:
· Reflita sobre seus padrões de pensamentos e sua tendência à negatividade;
· Redefina objetivos grandes em conquistas menores e alcançáveis;
· Reconheça aspectos positivos da vida atual para fortalecer a percepção de possibilidades futuras.
· Conecte-se com pessoas que reforcem crenças positivas e o ajudem a construir estratégias para superar dificuldades.
Os estudos indicam que a prática destas estratégias aumenta os níveis de Esperança. Vamos testar?
Cada passo dado, por menor que seja, é uma semente do futuro que queremos construir.
Autora: Beatriz Medeiros Martins – Psicóloga do NUPSI/SESA/TJDFT
1 Snyder, C. R. (2000). The past and possible futures of hope. Journal of Social and Clinical Psychology, 19(1), 11–28