Perguntas e Respostas sobre o Coronavírus

O Ministério da Saúde confirmou, no dia 26 de fevereiro de 2020, o 1º caso de COVID-19, a infecção viral pelo novo coronavírus, no Brasil. O primeiro teste realizado em 24 de fevereiro no Hospital Israelita Albert Einstein deu positivo. O hospital, então, enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, o Instituto Adolfo Lutz, para contraprova. Confira o FAQ que preparamos sobre a doença baseada nas informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Centers for Disease Control and Prevention (CDC) e do nosso infectologista, dr. Fernando Gatti de Menezes. O Hospital Israelita Albert Einstein reforça que os padrões de conduta em todas as situações têm como foco preservar a segurança de todos os pacientes da instituição e manter a excelência nos atendimentos de qualquer natureza.
por Pró-Vida — publicado 2020-03-03T16:16:00-03:00

O que é o coronavírus?

Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar doenças em animais e humanos. Em humanos, os coronavírus provocam infecções respiratórias, que variam do resfriado comum a graves doenças, como a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). O coronavírus descoberto, recentemente, causa a doença COVID-19.

O que é a COVID-19?

COVID-19 é a doença infecciosa causada pelo último coronavírus descoberto em dezembro de 2019. Este novo vírus, chamado SARS-Cov-2, e doença eram desconhecidos antes do início do surto em Wuhan, na China.

Há algum caso da COVID-19 confirmada no Brasil?

Sim. O 1º caso de COVID-19, a infecção viral pelo novo coronavírus, foi diagnosticado em 24 de fevereiro de 2020 pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Dias depois, em 26 de fevereiro, o exame foi confirmado pelo Ministério da Saúde.O segundo caso foi diagnosticado e confirmado também em São Paulo. Portanto, até o dia 4/3/2020 há 2 casos confirmados no Brasil, sendo ambos em São Paulo.

Quais são os sintomas da COVID-19?

Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. Esses sintomas, geralmente, são leves e começam gradualmente.

Algumas pessoas são infectadas, mas não apresentam sintomas e não se sentem mal. A maioria das pessoas (cerca de 80%) se recupera da doença sem precisar de tratamento especial. Cerca de 1 em cada 6 pessoas infectadas pelo coronavírus que causa a COVID-19 fica gravemente doente e desenvolve dificuldade para respirar.

As pessoas idosas e as pessoas com problemas médicos subjacentes, como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Pessoas com febre, tosse e dificuldade em respirar devem procurar atendimento médico e informar se estiveram em viagens fora do Brasil.

Como a COVID-19 é transmitida?

O novo coronavírus, que causa a COVID-19, pode ser transmitido entre pessoas. A doença pode se espalhar por meio de pequenas gotículas do nariz ou da boca – expelidas por uma pessoa com COVID-19 quando tosse ou espirra, por exemplo. Essas gotículas “pousam” em objetos e superfícies ao redor da pessoa. Outras pessoas se infectam tocando esses objetos ou superfícies e depois tocando nos olhos, nariz ou boca.

Qual a probabilidade de ser infectado(a) pelo novo coronavírus?

O risco depende de onde você mora ou de onde viajou recentemente. O risco de infecção é maior em áreas onde várias pessoas foram diagnosticadas com COVID-19. Mais de 95% de todos os casos de COVID-19 foram registrados na China, com a maioria dos casos na província de Hubei. É importante estar ciente da situação e dos esforços de preparação em sua área.

A OMS está trabalhando com autoridades de saúde da China e do mundo para monitorar e responder aos surtos de COVID-19.

Tive contato com alguém que esteve nos países que registraram a doença. O que devo fazer?

Caso você não tenha sintomas e a pessoa também não, não se desespere. Não há necessidade de fazer exames. A coleta de exame de paciente assintomático é desnecessária. O vírus só é detectado quando há sintomas, de preferência nos primeiros 7 dias do início do quadro clínico.

Festas com aglomeração de pessoas, como o carnaval, é um risco de exposição ao vírus que causa a COVID-19?

Sim, pois há concentração de pessoas, que podem ser de vários países e, a partir de agora, podemos registrar casos secundários da doença.

Posso fazer um exame de teste do novo coronavírus?

Depende. O exame específico é chamado de PCR em tempo real para novo coronavírus. Este exame só está indicado no paciente sintomático (febre e tosse) que retornou de viagem internacional recente nos últimos 14 dias. Portanto, não está indicado para pacientes assintomáticos.

Tenho procedimentos agendados no hospital (exames, cirurgias etc.). Como devo proceder?

Não há necessidade de suspender exames ou procedimentos agendados no Einstein. Somente nos casos de pacientes em isolamento respiratório, indicados por equipe médica, devem permanecer em seus domicílios com máscara cirúrgica, não realizando exames ou procedimentos.

Os antibióticos são eficazes na prevenção ou tratamento da COVID-19?

Não. Os antibióticos não funcionam contra vírus. Eles funcionam apenas em infecções bacterianas. O COVID-19 é causado por um vírus, portanto os antibióticos não funcionam. Antibióticos não devem ser usados ??como um meio de prevenção ou tratamento de COVID-19. Eles devem ser usados ??apenas quando indicados por um médico para tratar uma infecção bacteriana.

Existe uma vacina, medicamento ou tratamento para a COVID-19?

Ainda não. Até o momento não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a COVID-2019. No entanto, as pessoas afetadas devem receber cuidados para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera com cuidados de suporte.

Possíveis vacinas e alguns tratamentos medicamentosos específicos estão sob investigação. Eles estão sendo testados através de ensaios clínicos. A OMS está coordenando esforços para desenvolver vacinas e medicamentos para prevenir e tratar a COVID-19.

As maneiras mais eficazes para proteger-se contra o novo coronavírus são higienizar frequentemente as mãos, cobrir a boca e o nariz ao tossir e manter uma distância de pelo menos 2 metros das pessoas que estão tossindo ou espirrando.

O que posso fazer para me proteger e evitar a propagação da doença?

  • Higienize regularmente as mãos com álcool gel 70% ou água e sabão. Higienizar as mãos elimina o vírus.
  • Mantenha, pelo menos, 2 metros de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Quando alguém tosse ou espirra, pulveriza pequenas gotas do nariz ou da boca, que podem conter o vírus. Se você estiver muito próximo, poderá respirar as gotículas, incluindo o novo coronavírus, caso a pessoa que tossiu tenha a doença.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca. As mãos tocam muitas superfícies e podem pegar o vírus. Uma vez contaminadas, as mãos podem transferir o vírus para os olhos, nariz ou boca. A partir daí, o vírus pode entrar no seu corpo e deixá-lo doente.
  • Certifique-se de que você e as pessoas ao seu redor seguem uma boa higiene respiratória. Isso significa cobrir a boca e o nariz quando tossir ou espirrar. Em seguida, descarte o tecido usado imediatamente. Gotas espalham vírus. Ao seguir uma boa higiene respiratória, você protege as pessoas ao seu redor contra doenças causadas por vírus como resfriado, gripe e COVID-19.
  • Fique em casa se não se sentir bem. Se você tiver febre, tosse e dificuldade em respirar, procure atendimento médico e ligue para o seu médico. Siga as instruções da sua autoridade sanitária local. As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre a situação em sua área. Ligar com antecedência permitirá que seu médico o direcione rapidamente para o centro de saúde certo. Isso também vai protegê-lo e ajudar a evitar a propagação de vírus e outras infecções.
  • Mantenha-se informado sobre as últimas informações sobre a COVID-19. Siga as recomendações do seu médico, da sua autoridade nacional e local de saúde pública ou do seu empregador sobre como proteger a si e aos outros da COVID-19. As autoridades nacionais e locais terão as informações mais atualizadas sobre se a COVID-19 está se espalhando em sua área.

Devo me preocupar com a COVID-19?

Caso você não esteja em uma área onde a COVID-19 está se espalhando ou não viajou para uma dessas áreas ou não teve contato próximo com alguém que esteve ou não está se sentindo bem, suas chances de obtê-la são atualmente baixas. No entanto é compreensível que você tema pela situação. É uma boa ideia se inteirar nas informações oficiais, que vão ajudá-lo a determinar com precisão seus riscos, para que você possa tomar precauções razoáveis. Seu médico e as autoridades nacionais de saúde pública são fontes potenciais de informações precisas sobre a COVID-19.

Caso esteja em uma área onde há um surto de COVID-19, você precisará levar a sério o risco de infecção. Siga os conselhos emitidos pelas autoridades sanitárias nacionais e locais. Embora para a maioria das pessoas a COVID-19 cause apenas doenças leves, pode deixar algumas pessoas muito doentes. Mais raramente, a doença pode ser fatal. Pessoas idosas e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes) parecem ser mais vulneráveis.

Quem tem risco maior para desenvolver doenças graves?

Enquanto ainda estamos aprendendo sobre como o novo coronavírus afeta as pessoas, idosos e pessoas com condições médicas pré-existentes (como pressão alta, doenças cardíacas ou diabetes) parecem desenvolver doenças graves com mais frequência do que outros.

COVID-19 é o mesmo que SARS?

Não. O vírus que causa a COVID-19 e o que causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) estão relacionados geneticamente, mas são diferentes. A SARS é mais mortal, mas muito menos infecciosa que a COVID-19. Não houve surtos de SARS em nenhum lugar do mundo desde 2003.

Devo usar uma máscara para me proteger?

Pessoas sem sintomas respiratórios, como tosse, não precisam usar máscara médica. A OMS recomenda o uso de máscaras para pessoas que apresentam sintomas da COVID-19 e para aqueles que cuidam de indivíduos com sintomas, como tosse e febre. O uso de máscaras é fundamental para os profissionais de saúde e as pessoas que cuidam de alguém (em casa ou em um estabelecimento de saúde).

A OMS recomenda o uso racional de máscaras para evitar o desperdício desnecessário de recursos preciosos e o uso indevido destes equipamentos de proteção individual. Use uma máscara somente se você tiver sintomas respiratórios (tosse ou espirro), suspeitar de infecção pelo novo coronavírus com sintomas leves ou se estiver cuidando de alguém com suspeita de infecção pela COVID-19. Uma suspeita de infecção por COVID-19 está ligada a viagens em áreas onde os casos foram relatados, contato próximo com alguém que viajou para essas áreas e ficou doente.

Quanto tempo dura o período de incubação da COVID-19?

O "período de incubação" significa o tempo entre a contaminação pelo vírus e o início dos sintomas da doença. A maioria das estimativas do período de incubação do coronavírus da COVID-19 varia de 1 a 14 dias, geralmente em torno de cinco dias. Essas estimativas serão atualizadas à medida que mais dados estiverem disponíveis.

Os seres humanos podem ser infectados com a COVID-19 de uma fonte animal?

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns entre os animais. Raramente as pessoas são infectadas com esses vírus, que podem se espalhar para outras pessoas. Por exemplo, o SARS-CoV foi associado a gatos e o MERS-CoV é transmitido por camelos e dromedários. Possíveis fontes animais de COVID-19, como o morcego, ainda não foram confirmadas.

Para se proteger, como ao visitar um mercados de animais vivos, evite o contato direto com animais e superfícies em contato com animais. Garanta sempre boas práticas de segurança alimentar. Manuseie carne crua, leite ou órgãos de animais com cuidado para evitar a contaminação de alimentos não cozidos e o consumo de produtos de animais crus ou mal cozidos.

Posso pegar a COVID-19 do meu animal de estimação?

Não. Não há evidências de que animais de companhia ou animais de estimação, como gatos e cães, foram infectados ou podem espalhar o vírus que causa a COVID-19.

Quanto tempo o vírus sobrevive nas superfícies?

Não se sabe quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive na superfície, mas ele parece se comportar como outros coronavírus. Estudos sugerem que os coronavírus (incluindo informações preliminares sobre o vírus que causa a COVID-19) podem persistir nas superfícies por algumas horas. Isso pode variar sob diferentes condições, como o tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente.

Caso você suspeite que uma superfície pode estar infectada, limpe-a com um desinfetante simples para matar o vírus e proteger a si e aos outros. Higienize as mãos com álcool gel a 70% ou água e sabão. Evite tocar nos olhos, boca ou nariz.

É seguro receber um pacote de qualquer área em que a COVID-19 tenha sido relatado?

Sim. A probabilidade de uma pessoa infectada contaminar mercadorias comerciais é baixa e o risco de pegar o vírus que causa a COVID-19 em um pacote que foi movido, transportado e exposto a diferentes condições e temperatura também é baixo.

Existe algo que eu não deva fazer?

As seguintes medidas NÃO são eficazes contra a COVID-2019 e podem ser prejudiciais:

  • Tabagismo
  • Tomar remédios tradicionais à base de plantas
  • Usar várias máscaras
  • Automedicar-se, por exemplo, com antibióticos

De qualquer forma, caso você tenha febre, tosse e dificuldade para respirar, procure atendimento médico com antecedência para reduzir o risco de desenvolver uma infecção mais grave e compartilhe seu histórico de viagens recente com o seu médico.

A internação é necessária para todo caso positivo para o teste da COVID-19?

A internação deve ser definida pela sua equipe médica, mas é indicada para pacientes com febre e sinais/sintomas respiratórios que apresentem agravamento dos sintomas, como insuficiência respiratória aguda ou sepse, ou que tenham exame de imagem sugestiva de pneumonia.

É seguro amamentar durante a infecção por coronavirus?

Embora os estudos científicos na área sejam escassos e recentes, ainda não há relatos de transmissão do coronavírus através do leite materno.

A contaminação ocorre principalmente por meio de gotículas geradas por uma pessoa contaminada durante tosse/espirros ou contato com secreções. É importante o uso de máscaras e álcool gel (70%) além de discutir com o seu médico a melhor alternativa neste momento tão delicado.

Fonte: Centers for Disease Control and Prevention (atualizado 21/02/2020)

Posso passar o coronavírus para o meu filho durante o parto?

Ainda não conseguimos afirmar sobre o potencial de transmissão vertical do coronavírus (antes, durante ou depois do parto). Dos poucos relatos científicos que existem sobre o coronavírus que causa COVID-19, nenhum dos recém-nascidos de mães doentes apresentaram o vírus - que não foi encontrado no líquido amniótico ou no leite materno.

A contaminação ocorre principalmente por meio de gotículas geradas por uma pessoa contaminada durante tosse/espirros ou contato com secreções. É importante o uso de máscaras e álcool gel (70%) além de discutir com o seu médico a melhor alternativa neste momento tão delicado.

Fonte: Centers for Disease Control and Prevention (atualizado 21/02/2020)

Gestantes podem transmitir o vírus para o bebê?

Ainda não conseguimos afirmar sobre o potencial de transmissão do novo coronavírus de mãe para o feto. Até o momento nenhum bebê de mãe doente apresentou o vírus. Também não foi identificado o vírus no líquido amniótico.

Lactante com suspeita da doença pode amamentar?

As informações são escassas, mas até o momento não se detectou a presença de vírus no leito materno e nem a contaminação de bebês por esta via. Vale lembrar, porém, que a transmissão ocorre em pacientes com sintomas por meio de secreções das vias áreas. O uso de máscara cirúrgica e a higiene das mãos para contato com o bebê são medidas importantes para diminuir as chances de contágio.

Grávidas correm risco maior?

Sim. Embora ainda não existam dados suficientes para concluir que a infecção pelo novo coronavírus apresente maior gravidade neste grupo, as infecções respiratórias causadas por agentes infecciosos, como influenza, têm gravidade maior quando afetam mulheres na gestação. Gestantes apresentam alterações no seu sistema imunológico (de defesa de infecções) bem como do funcionamento de seus órgãos.

Posso mandar meu filho para escola?

Sim. Não há, até o momento, nenhuma orientação que suspenda às aulas no Brasil.

Quais medidas os pais devem e podem pedir para as escolas adotarem?

As escolas devem estar atentas a presença de casos compatíveis com gripes envolvendo 2 ou mais alunos em uma mesma sala de aula ou turma para evitar a disseminação dos vírus respiratórios - muito frequentes nesta época do ano.

Quanto mais rápida a detecção destes casos e a comunicação para a vigilância epidemiológica do município para estabelecimento de ações de bloqueio, menor será o impacto das doenças respiratórias virais.

Parques, praças, clubes etc estão liberados com crianças?

Sim. Até o momento não há nenhuma restrição no Brasil.

A vacina contra a gripe protege contra o novo coronavírus?

Não. A vacina da gripe protege somente contra o vírus influenza. Até o momento não há vacina nem medicamento antiviral específico para prevenir ou tratar a COVID-2019. No entanto, as pessoas afetadas devem receber cuidados para aliviar os sintomas. Pessoas com doenças graves devem ser hospitalizadas. A maioria dos pacientes se recupera com cuidados de suporte.

Quais as diferenças dos sintomas da COVID-19 e gripe/resfriado?

Não há como diferenciar uma gripe ou resfriado da COVID-19. Os sintomas são os mesmos e incluem febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes podem ter dores, congestão nasal, corrimento nasal, dor de garganta ou diarreia. Esses sintomas, geralmente, são leves e começam gradualmente.

O que posso fazer para proteger meu/minha filho(a) e evitar a propagação da doença? Como devo orientá-lo(a)?

  • Higienize regularmente as mãos com álcool gel 70% ou água e sabonete.
  • Mantenha, pelo menos, 2 metros de distância entre você e qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando. Quando alguém tosse ou espirra, elimina pequenas gotas do nariz ou da boca, que podem conter o vírus.
  • Evite tocar nos olhos, nariz e boca. As mãos tocam muitas superfícies e podem carregar o vírus.
  • Cubra a boca e o nariz quando tossir ou espirrar, preferencialmente com lenço descartável. Em seguida, descarte-o imediatamente e higienize as mãos.
  • Mantenha seu filho em casa se não estiver bem. Caso tenha febre, tosse e dificuldade para respirar, procure atendimento médico ou ligue para o seu médico.

Devo cancelar a minha viagem?

Depende. Seguimos a recomendação do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos EUA, que classificou os países conforme os potenciais riscos à saúde (alertas de viagem). A lista pode ser conferida em: https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/travelers/index.html

Os níveis e as recomendações são (até o momento):

  • Países Nível 3 (China, Coreia do Sul, Irã e Itália): evitem todas as viagens não essenciais para os destinos;
  • Países Nível 2 (Japão): considerar adiar a viagem;
  • Países Nível 1 (Hong Kong): não está recomendado o cancelamento ou adiamento das viagens, pois o risco é baixo
  • Não há qualquer restrição aos demais países.

Ao viajar tome alguns cuidados, como:

  • Evite contato com pessoas doentes
  • Evite tocar os olhos, nariz e boca
  • Higienize as mãos com sabonete e água por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos. É especialmente importante lavar as mãos após ir ao banheiro, antes de comer e após tossir, espirrar ou assoar o nariz.

Viagens nacionais estão liberadas?

Sim. Neste momento não há qualquer restrição para viagens nacionais.

Ao viajar tome alguns cuidados, como:

  • Evite contato com pessoas doentes
  • Evite tocar os olhos, nariz e boca
  • Higienize as mãos com sabonete e água por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos. É especialmente importante lavar as mãos após ir ao banheiro, antes de comer e após tossir, espirrar ou assoar o nariz.

Voos com escalas devem ser evitados?

Sim, escalas nos países com maior risco de contaminação (países nível 3) devem ser evitadas. Caso não possa evita-las, não saia do aeroporto e preste atenção à higiene das mãos.

É seguro viajar em um cruzeiro?

Os cruzeiros concentram uma grande quantidade de pessoas, geralmente das mais variadas nacionalidades, em contato frequente e próximo. Isso pode promover a disseminação de vírus respiratórios, como a COVID-19.

Para reduzir a propagação de doenças, as recomendações para membros da tripulação e passageiros são:

  • Evite contato com pessoas doentes
  • Evite tocar seus olhos, nariz e boca
  • Higienize as mãos com sabonete e água por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos. É especialmente importante lavar as mãos após ir ao banheiro, antes de comer e após tossir, espirrar ou assoar o nariz.
  • Fique em sua cabine se você estiver doente e notifique imediatamente o centro médico do navio em caso de febre de 38ºC ou mais, se sentir febril ou tiver outros sintomas como tosse, nariz escorrendo, falta de ar ou dor de garganta

Qual é o risco de contaminação pelo novo coronavírus em um avião?

Por conta da circulação do ar e a forma como ele é filtrado nos aviões, a maioria dos vírus e outros microrganismos não se espalham facilmente. Apesar de o risco de infecção ser baixo, viajantes devem tentar evitar contato com passageiros doentes e higienizar as mãos com sabonete e água por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos.

Viajei recentemente para uma área afetada pela COVID-19 e fiquei doente. O que fazer?

Se você esteve em um país com epidemia da COVID-19, nos últimos 14 dias, e está sentindo febre, tosse ou dificuldade para respirar você deve:

  • Procurar ajuda médica. Ligue antecipadamente para o serviço de saúde e avise sobre a sua viagem e sintomas
  • Evitar contato com outras pessoas
  • Não utilizar transporte público enquanto estiver doente
  • Cubra a boca e o nariz quando tossir ou espirrar, preferencialmente com lenço descartável. Em seguida, descarte-o imediatamente e higienize as mãos frequentemente com água e sabonete, por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos, para evitar espalhar o vírus para os outros

O que é e quem deve ficar em isolamento respiratório domiciliar?

O isolamento respiratório domiciliar significa permanecer em casa, com pouco ou nenhum contato com outras pessoas. Ele é indicado para:

  1. casos suspeitos ou confirmados da COVID-19 sem necessidade de internação;
  2. pacientes assintomáticos vindos da China, Coréia do Sul, Irã e Itália (nível 3 de alerta – CDC);
  3. pacientes assintomáticos com contato de caso confirmado ou suspeito pelo novo coronavírus (contactantes).

É uma medida de segurança para tentar evitar a disseminação da doença. Nos casos suspeitos, quando o exame específico para o novo coronavírus for negativo, suspender o isolamento respiratório.

O paciente deve:

  • Permanecer em isolamento domiciliar voluntário (em casa) durante 14 dias (a partir da data de chegada no Brasil);
  • Manter distância dos demais familiares, permanecendo em ambiente privativo;
  • Manter o ambiente da sua casa com ventilação natural;
  • Utilizar a máscara cirúrgica descartável durante este período, as quais devem ser trocadas quando estiverem úmidas;
  • Não frequentar a escola, local de trabalho ou locais públicos e só sair de casa em situações de emergência durante o isolamento;
  • Cobrir o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar.
  • Higienizar as mãos frequentemente com sabonete e água por pelo menos 40 a 60 segundos ou álcool gel 70% por pelo menos 20 a 30 segundos.
  • Evitar tocar boca, olhos e nariz sem higienizar as mãos;
  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

O posicionamento do Einstein em relação ao isolamento respiratório domiciliar mudou?

Sim. Estamos atentos às mudanças e evolução do novo coronavírus no mundo e alinhados com as recomendações do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos EUA, e outras instituições e organizações de saúde. No início da crise, cerca de 15 países tinham casos confirmados da COVID-19. Hoje o número ultrapassa 50. Neste contexto é fundamental nos adequarmos aos novos cenários, desafios e mudanças.

Existe uma frequência das atualizações/revisões das recomendações?

Serão feitas quando necessário. Estamos atentos às mudanças e evolução do novo coronavírus no mundo e alinhados com as recomendações do Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos EUA, e outras instituições e organizações de saúde. Neste contexto, adequações podem ser tomadas a qualquer momento para atender aos novos cenários, desafios e mudanças.

Por Dr. Fernando Gatti de Menezes, coordenador médico do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein/ CRM SP 101 692

Fonte: Organização Mundial da Saúde (OMS) e Centers for Disease Control and Prevention (CDC)