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Setembro Amarelo: Automutilação é doença? Saiba o que pode estar por trás dela
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Setembro Amarelo: Automutilação é doença? Saiba o que pode estar por trás dela

Assim como o suicídio, a automutilação está atrelada a um tipo de sofrimento psíquico no qual a pessoa não consegue gerenciar adequadamente as suas emoções e encontra em práticas de autolesão uma espécie de alívio. No entanto, diferentemente do suicídio, a automutilação não tem como finalidade a morte.  Por si só, a automutilação não se configura como um transtorno ou uma doença mental, mas, sim, como um comportamento de risco. Na maioria das vezes, está relacionada a alguma condição neuropsiquiátrica que eleva a gravidade do sofrimento do paciente e o leva a se machucar intencionalmente.

por Pró-Vida — publicado 16/09/2025

Assim como o suicídio, a automutilação está atrelada a um tipo de sofrimento psíquico no qual a pessoa não consegue gerenciar adequadamente as suas emoções e encontra em práticas de autolesão uma espécie de alívio. No entanto, diferentemente do suicídio, a automutilação não tem como finalidade a morte. 

Por si só, a automutilação não se configura como um transtorno ou doença mental, mas, sim, como um comportamento de risco. Na maioria das vezes, está relacionada a alguma condição neuropsiquiátrica que eleva a gravidade do sofrimento do paciente e o leva a se machucar intencionalmente. 

Esse tipo de prática prejudicial à saúde aparece para o indivíduo como uma forma de aliviar sua angústia psíquica e ansiedade. Por isso, é possível que seja apenas uma ocorrência isolada. Mas, em contextos de muita vulnerabilidade emocional, pode se tornar um ato recorrente, engatilhado por situações de estresse. 

Quais sinais merecem sua atenção? 

Não existe nenhum exame laboratorial ou de imagem, tampouco critérios específicos de diagnóstico para o risco de automutilação. No entanto, a percepção de alguns sinais clássicos pode sugerir esse tipo de comportamento, como por exemplo: 

  • Ansiedade; 
  • Crises depressivas; 
  • Sentimentos de raiva excessiva; 
  • Sensação de angústia constante. 

Tratamento:

O tratamento não é direcionado diretamente à automutilação, mas aos sintomas ou transtornos que levam a esse comportamento destrutivo. Assim, se uma pessoa convive com depressão e se autolesiona, os médicos vão focar os seus esforços em resolver as crises depressivas, a fim de melhorar o quadro emocional geral do paciente para que, então, ele deixe de se machucar. 

Nesses casos, o indivíduo deve realizar acompanhamento com psicólogos e psiquiatras para a prescrição de tratamento medicamentoso. Psicotrópicos são os remédios mais indicados – e há diversos deles para serem empregados de acordo com a recomendação dos especialistas. 

Além dos medicamentos, parte do tratamento envolve o engajamento em práticas de vida mais saudável. Isso inclui, por exemplo, aderir a uma rotina de exercícios físicos regulares, yoga e meditação. 

Fonte: Vida Saudável/Hospital Albert Einstein