Presidente do TJDFT, Des. Nívio Geraldo Gonçalves, na solenidade de Promoção de Juízes de Direito do TJDFT
(19 de junho de 2009)
Desembargador Nívio Geraldo Gonçalves
Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Permito-me exaltar este momento como especialmente significativo para mim, ao presidir esta solenidade.
Há momentos, como o presente, que exteriorizam, à semelhança dos atos litúrgicos, a renovação da fé na justiça como condição para preservar a ordem e a paz. Há momentos em que a renovação da fé na justiça e da confiança nos juízes e na magistratura nada tem de monótono, de rotineiro ou de supérfluo, pois, na lição bíblica, e é bom lembrá-la nestes estranhos tempos de descrença, quem dos seus preceitos se reveste, com investidura talar de honra, neles se protegerá e, no dia do reconhecimento, achará firmeza.
Ungido por este sentimento de júbilo, vejo-me nesta Casa de Justiça, saudando rapidamente os nossos mais novos Juízes de Direito, dizendo-lhes, com sinceridade, que o trabalho desenvolvido por todos é tanto substantivo, pelo conteúdo de suas realizações na árdua e incessante missão de outorgar a tutela aos jurisdicionados; quanto adjetivo, pelo reconhecimento do brilho com que se houveram no cumprimento dessa vocação.
A vida nos ensina, diariamente, a avaliar situações. São maneiras informais de julgar. Tanto que, no trato do Direito, sabemos que a Lei pode ser interpretada de muitas maneiras, em um sentido ou em outro, a favor de uma parte ou de outra, a favor de uma tese ou de outra. O ato de julgar não é um ato meramente processual, é, antes de tudo, um ato de consciência. E, por ser um ato de consciência, constitui também um ato de fé.
O compromisso do magistrado com a Justiça é ético e objetiva buscar a paz social mediante a solução concreta dos litígios, pela participação contraditória.
Não lesar ninguém, dar a cada um o que é seu e viver honestamente são lemas do direito e da justiça que, tenho certeza, norteiam as carreiras dos senhores.
Foram promovidos e agora assumem a titularidade com conhecimento para bem decidir; com sabedoria para evitar decisões temerárias, arbitrárias e injustas, evitando que a questão se perpetue ou que se ampliem os conflitos.
Acredito, por conhecer todos os promovidos, que Vossas Excelências querem contribuir para formar uma cidadania na qual cada um possa escrever, de próprio punho, a sua própria história.
O nosso Poder Judiciário, celeiro inesgotável de arquitetos do direito, preserva a sua riqueza intelectual com a presença dos senhores.
Parabéns,
Felicidades.
Agradecendo a presença de todos, declaro encerrada esta sessão.
Desembargador Nívio Geraldo Gonçalves
Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios
Permito-me exaltar este momento como especialmente significativo para mim, ao presidir esta solenidade.
Há momentos, como o presente, que exteriorizam, à semelhança dos atos litúrgicos, a renovação da fé na justiça como condição para preservar a ordem e a paz. Há momentos em que a renovação da fé na justiça e da confiança nos juízes e na magistratura nada tem de monótono, de rotineiro ou de supérfluo, pois, na lição bíblica, e é bom lembrá-la nestes estranhos tempos de descrença, quem dos seus preceitos se reveste, com investidura talar de honra, neles se protegerá e, no dia do reconhecimento, achará firmeza.
Ungido por este sentimento de júbilo, vejo-me nesta Casa de Justiça, saudando rapidamente os nossos mais novos Juízes de Direito, dizendo-lhes, com sinceridade, que o trabalho desenvolvido por todos é tanto substantivo, pelo conteúdo de suas realizações na árdua e incessante missão de outorgar a tutela aos jurisdicionados; quanto adjetivo, pelo reconhecimento do brilho com que se houveram no cumprimento dessa vocação.
A vida nos ensina, diariamente, a avaliar situações. São maneiras informais de julgar. Tanto que, no trato do Direito, sabemos que a Lei pode ser interpretada de muitas maneiras, em um sentido ou em outro, a favor de uma parte ou de outra, a favor de uma tese ou de outra. O ato de julgar não é um ato meramente processual, é, antes de tudo, um ato de consciência. E, por ser um ato de consciência, constitui também um ato de fé.
O compromisso do magistrado com a Justiça é ético e objetiva buscar a paz social mediante a solução concreta dos litígios, pela participação contraditória.
Não lesar ninguém, dar a cada um o que é seu e viver honestamente são lemas do direito e da justiça que, tenho certeza, norteiam as carreiras dos senhores.
Foram promovidos e agora assumem a titularidade com conhecimento para bem decidir; com sabedoria para evitar decisões temerárias, arbitrárias e injustas, evitando que a questão se perpetue ou que se ampliem os conflitos.
Acredito, por conhecer todos os promovidos, que Vossas Excelências querem contribuir para formar uma cidadania na qual cada um possa escrever, de próprio punho, a sua própria história.
O nosso Poder Judiciário, celeiro inesgotável de arquitetos do direito, preserva a sua riqueza intelectual com a presença dos senhores.
Parabéns,
Felicidades.
Agradecendo a presença de todos, declaro encerrada esta sessão.