Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Des. Otávio Augusto Barbosa - Posse dos Dirigentes do biênio 2012/2014

por ACS — publicado 24/04/2012
Cerimônia de Posse dos Dirigentes do biênio 2012/2014

Apenas umas breves palavras. Dirijo-me a este plenário, pela última vez, na qualidade de Presidente, somente para fazer algumas considerações e agradecimentos. Em primeiro lugar, quero agradecer aos Desembargadores Dácio Vieira e Sérgio Bittencourt pela lealdade e companheirismo na condução do Tribunal. Nossa Justiça tem muita sorte em contar com a presença de Vossas Excelências na Administração Superior da Casa por mais um biênio.

Nada melhor do que ser submetido a uma prova, a um teste, talvez ao maior desafio da vida, e se sentir aprovado. Há dois anos, neste mesmo Plenário, roguei a Deus e a meu falecido pai que me guiassem, como grandes timoneiros, e me ajudassem a liderar uma equipe honesta e capaz de levar o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios a um bom destino.

Assim como o grande ativista político norte-americano Martin Luther King, posso dizer: "eu tenho um sonho!". O meu sonho é viver em um país em que ricos e pobres, independente de raça, sexo, cor, religião e pensamento, possam viver em perfeita harmonia. Saibam todos que as minhas ações à frente da Presidência foram norteadas por este pensamento.

Se não fui o Presidente que todos desejavam, tenham a certeza que fui um Presidente que se esforçou para ser o líder que este Tribunal merece. Todas as minhas deliberações à frente da Presidência foram norteadas pela boa fé, pelo profissionalismo, espírito público, amor ao próximo e ao Tribunal.

Durante minha gestão, não existiram problemas que não pudessem ser sanados. Durante minha gestão, não houve questionamentos sem respostas. Ouso dizer que, durante este biênio, não houve obstáculos que não pudessem ser contornados.

Ao me despedir, percebo que Nosso Senhor atendeu o meu pedido. Saibam todos, e me permitam a falta de modéstia, que fizemos uma boa Administração. Não farei uma narrativa de todas as nossas ações, porque o momento não é propício. O que posso afirmar, sem sombra de dúvidas, é que esta gestão foi marcada por inúmeras obras e vários projetos pioneiros.

Os agradecimentos tão necessários tornariam esta sessão enfadonha e demasiadamente demorada. Por isso, quero agradecer a todos os nossos servidores. Cada um de vocês contribuiu com seus trabalhos para que o Tribunal de Justiça continuasse na sua posição de destaque no cenário jurídico nacional. Na pessoa do Secretário-Geral, Guilherme Juliano, abraço a cada uma das senhoras e senhores. Agradeço, ainda, aos meus colegas de Primeiro Grau, sujeitos de especial atenção desta Administração. Acredito que a decisão da Administração Superior da Casa em dotar a Primeira Instância de melhores condições de trabalho se mostrou acertada. Friso que olhamos para os nossos colegas juízes, sem descuidar do Tribunal como um todo. Da mesma forma, agradeço aos meus Eminentes Pares, cujo apoio jamais me foi negado.

Não poderia deixar de registrar que nesta jornada que ora se encerra, que sempre tive o apoio incondicional de minha esposa e amiga, Aparecida, de meus filhos Rodrigo e Frederico e de minhas queridas noras. A simples existência de meus netos Enzo, Rafaela e Marcela sempre me renovou a energia necessária para enfrentar as agruras que o cargo impõe. Repito o que disse na minha posse: Minha família me dá a certeza de que sou um homem abençoado e que por mim vela Nossa Senhora de Aparecida, minha madrinha de batismo.

A trajetória deste Egrégio Tribunal jamais se encerrará em um único biênio, daí porque quero desejar ao Desembargador João Mariosi que faça uma profícua gestão, rogando, sinceramente, que seu trabalho extrapole em muito o por mim realizado, pois sabemos que compartilhamos o desejo no engrandecimento do nosso Tribunal. Que Deus abençoe sua passagem pela Presidência e que permita, ao fim de sua jornada, a sensação de leveza e alegria que ora me contagia.

Despeço-me, utilizando as palavras do poeta Vinícius de Moraes: "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores. Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos."

Portanto, a todos aqueles que serviram ao Tribunal neste biênio, resta-me chamá-los, sinceramente, de amigos. E, como dizem "amigo é coisa para se guardar do lado esquerdo do peito", e é deste lado que os guardo.

Deixo aqui o meu eterno agradecimento, pela paciência e carinho com que fui tratado ao longo desses dois anos. Muito obrigado!