Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Juíza Thaís Araújo Correia - Posse dos 33 novos Juizes do TJDFT

por ACS — publicado 24/09/2015

Discurso proferido pela Juíza, 1ª colocada no concurso,  durante a solenidade de posse dos novos Juizes em 23/09/2015.                                                                                                                     

Após exaustivos anos de estudo, cobranças, provas, reprovações, recomeças, finalmente alcançamos o sonho de sermos magistrados. Cada um de nós travou uma batalha pessoal, com o auxílio de nossos companheiros, familiares, amigos e colegas de trabalho. 

Esta vitória deve ser repartida também com doutrinadores, professores, coachings, colegas de concurso, todos aqueles que nos trouxeram uma palavra de ânimo e doses de conhecimento, essenciais para que chegássemos aqui. Tenho orgulho de trabalhar neste Tribunal há 11 anos, como técnico e analista judiciário, exercendo as mais diversas funções.

Aqui tive a oportunidade de ter contato com a magistratura e descobrir a satisfação que existe em ver os efeitos de seu trabalho sobre a vida das pessoas. Aqui também tive contato com servidores e juízes que abdicam de horas de convívio com suas famílias para prestar um serviço público adequado. Certamente cada um de nós, novos juízes, também sentirá orgulho do trabalho realizado com dedicação.

Segundo a Bíblia, que creio que seja a palavra de Deus, as autoridades são instituídas pelo Criador. Como magistrados, somos instrumentos de Deus, aos quais foi cedido o poder de punir o mal e fazer o bem.

É necessário ter firmeza e conviccão. para fazer valer a decisão justa no caso concreto. Por outro lado, não se faz este trabalho sem sensibilidade e compaixão com a situação do jurisdicionado, que, não raras vezes, coloca nas mãos do Judiciário a solução de seus problemas mais íntimos.

Por isso, a atividade do magistrado é nobre. Mas não devemos entender a nobreza como estado de superioridade.

Somos meros detentores do poder, não donos dele. A nobreza está em servir, está em decidir dedicar sua vida profissional a solucionar problemas de pessoas que nem mesmo conhecemos.

A realização desta tarefa não se dá apenas com conhecimento jurídico, mas com toda a nossa experiência pessoal; os exemplos de pais, irmãos, avós, tios, filhos, amigos; o convívio nas escolas, faculdades, igrejas, locais de trabalho; o contato com tantas pessoas diferentes nos moldou ao longo da vida para que, neste momento, sejamos colocados em posição de autoridade.

Fomos preparados para isso. E no exercício desta função, adquirindo novas experiências, o aperfeiçoamento nos levará a sermos magistrados melhores dia após dia. Colegas, Deus nos agraciou com a possibilidade de exercer este cargo de autoridade.

Façamos o melhor, empregando toda a nossa experiência pessoal e conhecimento jurídico para fazer o bem e punir o mal.