Des. Romão Cícero de Oliveira, Presidente do TJDFT - Homenagem aos servidores com 35 anos de atuação no TJDFT

por ACS — publicado 2018-11-16T15:41:00-03:00

Nesta tarde, dando cumprimento ao que estabelece o art. 237, II, da Lei 8.112/90 e ao que consta da Portaria nº 92/2017, a Presidência do TJDFT, simbolicamente, entregará o Certificado de Menção Honrosa aos servidores da Casa que completaram 35 anos de serviços prestados a esta unidade do Poder Judiciário e que atenderam ao convite de se fazerem presentes a esta singela festividade, como convém, mas com todo o vigor d’almas daqueles que estão à testa da Administração do Tribunal.

A reverência normativa é destinada a 242 servidores, abrangendo os que completaram 20, 25, 30 e 35 anos de serviços ao TJDFT e constarão dos seus assentamentos funcionais; somente os que completaram a temporada máxima é que foram convidados a darem testemunho público do seu labor. Os demais receberão o Certificado no próprio local de trabalho.

No momento, a Presidência sente-se profusamente honrada em poder outorgar estes certificados, proclamando em voz alta que o TJDFT conta com colaboradores que têm orgulho de servir à causa da Justiça, com presteza, zelo, dedicação, lealdade, observância das normas legais e regulamentares, zelando pela economia do material e conservação do patrimônio público, mantendo sigilo daquilo que a lei e os regulamentos recomendam, comparecendo ao local de trabalho com assiduidade e, quando necessário, representando contra ilegalidade, omissões e abuso de poder, agindo sempre com a urbanidade devida e o rigor indispensável, ainda que tenham de atrair a ira dos faltosos e descumpridores das leis.

Não se ignora ser difícil abraçar esse mister, sabendo que para encontrar a Justiça, é preciso ser-lhe fiel. Como todas as divindades, ela só se manifesta àqueles nela creem.[1]

Felizes são aqueles que servem e o fazem com prazer, considerando que aí, sim, estão no rumo da harmonia universal, posto que o Criador é aquele que serve, sem almejar recompensa, reconhecimento, louvores ou elogio, porque não necessita de auréola alguma, onipotente que é.

Cada um de nós, onde quer que esteja, deve preservar o prazer de servir, não de ser servido ou, como assentou Gabriela Mistral:

O Prazer de Servir

Toda a natureza é um serviço.

Serve a nuvem.

Serve o vento.

Serve a chuva.

Onde haja uma árvore para plantar, plante-a você.

Onde haja um erro para corrigir, corrija-o você.

Onde haja um trabalho e todos se esquivem, aceite-o você.

É muito belo fazer aquilo que os outros recusam.

Mas não caia no erro de que só há mérito nos grandes trabalhos.

Há pequenos serviços que são bons serviços.

Adornar uma mesa, arrumar seus livros, pentear uma criança.

Uns criticam, outros constroem.

Seja você o que serve.

Servir não é faina de seres inferiores.

Seja você o que remove a pedra do caminho, o ódio entre corações e as dificuldades do problema.

Há a alegria de ser puro e as dificuldades do problema.

Há a alegria de ser puro e a de ser justo.

Mas há, sobretudo, a maravilhosa e imensa alegria de servir.

Depois do oportuno filosofar da grande poetisa chilena, Prêmio Nobel de Literatura, em 1945, estou desautorizado a acrescer qualquer outra manifestação, a não ser apresentar a todos os nossos votos de felicitações em nome do Tribunal e dos seus atuais gestores.

Muito obrigado.


[1]  Piero Calamandrei