Gabinete Des. Flavio Rostirola, homenagem ao magistrado falecido

por ACS — publicado 2019-04-03T11:45:00-03:00

"Hoje não vai ter o 'a domani', 'até amanhã' em italiano. Era assim que Dr. Flávio se despedia de sua equipe após um longo dia de trabalho.

Com sorriso no rosto, o cansaço não o alcançava: ainda dava um tempinho, muitas vezes, de nos premiar com suas histórias, que eram muitas, sobretudo, do seu tão amado Rio Grande do Sul, da sua luta pela democracia à época da ditadura, da sua admiração incansável por Luís Carlos Prestes ou “o velho Prestes”, como a ele se referia com apreço.

Italiano por parte de pai e suíço pela mãe, ele nos ensinava sobre a arte do vinho, a delicadeza de um autêntico churrasco gaúcho, a criação de cavalos, a emoção de pilotar carros de corrida.

Mas a lição mais bonita foi a de como prestar a jurisdição, de como materializar a Justiça. Muito além da letra da lei, Dr. Flávio era firme em atender ao propósito maior de um julgador: decidir sendo justo. Como tornar o texto legal concreto e efetivo, como respeitar o usuário do Judiciário, conferindo rápida e eficiente solução. Ele ressaltava que, por trás daqueles cadernos processuais, havia pessoas. Pessoas que tinham que ser ouvidas e respeitadas. Pessoas cujas lides tinham que ser analisadas, com cautela e atenção, para se fazer justiça social, para se humanizar a Justiça.

Sempre salientou que o Judiciário tem que ser acessível, simples, sem restrições, razão pela qual as portas do gabinete sempre estiveram abertas às partes, aos advogados, aos Pares, a todos.

Era um servidor público, na acepção mais genuína do termo. Servia, de coração e alma, de gênio forte e determinado. Mesmo nos dias mais difíceis, em que a saúde já não mais era a mesma, participava das sessões de julgamento, discutia os posicionamentos, orientava a todos do Gabinete. Preconizava a excelência no trabalho e fomentava o crescimento dos servidores. Confiava em cada um, valorizando o esforço e a dedicação. Incentivava a amizade entre os membros da equipe, fazendo questão de ser parte dela.

Como chefe e amigo, sabia agregar a equipe e cativar a todos com seu jeito simples e espontâneo de ser, sempre tão generoso, educado e divertido. Em seu Gabinete, nasceram e cresceram amizades que serão para a vida toda.

Que saudade do Sr., Dr. Flávio! Fará muita falta!

Obrigado! Foi um privilégio e uma honra conviver com o senhor.
 Nossa eterna gratidão por tudo.
 Para nós, sempre haverá “a domani”!

Com carinho infinito,
Equipe do Desembargador Flávio Renato Jaquet Rostirola"

"Hoje não vai ter o 'a domani', 'até amanhã' em italiano. Era assim que Dr. Flávio se despedia de sua equipe após um longo dia de trabalho.

Com sorriso no rosto, o cansaço não o alcançava: ainda dava um tempinho, muitas vezes, de nos premiar com suas histórias, que eram muitas, sobretudo, do seu tão amado Rio Grande do Sul, da sua luta pela democracia à época da ditadura, da sua admiração incansável por Luís Carlos Prestes ou “o velho Prestes”, como a ele se referia com apreço.

Italiano por parte de pai e suíço pela mãe, ele nos ensinava sobre a arte do vinho, a delicadeza de um autêntico churrasco gaúcho, a criação de cavalos, a emoção de pilotar carros de corrida.

Mas a lição mais bonita foi a de como prestar a jurisdição, de como materializar a Justiça. Muito além da letra da lei, Dr. Flávio era firme em atender ao propósito maior de um julgador: decidir sendo justo. Como tornar o texto legal concreto e efetivo, como respeitar o usuário do Judiciário, conferindo rápida e eficiente solução. Ele ressaltava que, por trás daqueles cadernos processuais, havia pessoas. Pessoas que tinham que ser ouvidas e respeitadas. Pessoas cujas lides tinham que ser analisadas, com cautela e atenção, para se fazer justiça social, para se humanizar a Justiça.

Sempre salientou que o Judiciário tem que ser acessível, simples, sem restrições, razão pela qual as portas do gabinete sempre estiveram abertas às partes, aos advogados, aos Pares, a todos.

Era um servidor público, na acepção mais genuína do termo. Servia, de coração e alma, de gênio forte e determinado. Mesmo nos dias mais difíceis, em que a saúde já não mais era a mesma, participava das sessões de julgamento, discutia os posicionamentos, orientava a todos do Gabinete. Preconizava a excelência no trabalho e fomentava o crescimento dos servidores. Confiava em cada um, valorizando o esforço e a dedicação. Incentivava a amizade entre os membros da equipe, fazendo questão de ser parte dela.

Como chefe e amigo, sabia agregar a equipe e cativar a todos com seu jeito simples e espontâneo de ser, sempre tão generoso, educado e divertido. Em seu Gabinete, nasceram e cresceram amizades que serão para a vida toda.

Que saudade do Sr., Dr. Flávio! Fará muita falta!

Obrigado! Foi um privilégio e uma honra conviver com o senhor.
 Nossa eterna gratidão por tudo.
 Para nós, sempre haverá “a domani”!

Com carinho infinito,
Equipe do Desembargador Flávio Renato Jaquet Rostirola"