Palestra sobre "Governança em TI" lota o auditório do TJDFT
Desembargadores, juízes e servidores prestigiaram, na tarde desta quinta-feira, 2/8, a palestra sobre Governança em Tecnologia da Informação (TI), conduzida pelo Ministro do TCU, Augusto Sherman. Em seu discurso, o Ministro afirmou que o TJDFT está de parabéns, pois se encontra em um nível intermediário em Governança de TI, o mesmo nível atribuído ao TCU.
Ao abrir os trabalhos, o Ministro afirmou que o Tribunal de Justiça do DF saiu bem a frente de outros órgãos, instituindo, por meio da Resolução nº 10, a sua Política de Governança de Tecnologia da Informação e Comunicação. "Os passos que já foram dados aqui no TJDFT vão gerar benefícios positivos para esta Casa", assegurou o Ministro.
Governança em TI é o sistema pelo qual o uso atual e futuro da TI é dirigido e controlado em nível estratégico. É um sistema que se compõe de pessoas, processos de trabalho e recursos financeiros. Segundo ele, um dos principais objetivos da Governança é agregar valor ao negócio da instituição. No caso da Administração Pública, a Governança deve agregar valor ao seu negócio, que é o interesse público. "A TI deve atender ao interesse público. Não se faz análise de riscos na Administração Pública", registrou.
O Ministro falou, ainda, sobre o papel da Alta Administração na Governança de TI, dos problemas por conta da baixa governança e de como implantar a Governança de TI na Administração Pública. "Estamos cada vez mais dependentes da TI. A maioria das atividades são desenvolvidas nos órgãos utilizando-se tecnologia e essa dependência tende a crescer", afirmou.
A tecnologia é considerada hoje um recurso estratégico nas organizações. E a responsabilidade por prover uma boa Governança de TI, segundo o Ministro, é da Alta Administração da entidade e não dos gestores da área de TI. "Não é preciso ter conhecimento técnico em TI para poder administrá-la e controlá-la. A Alta Administração do TJDFT precisa saber que a Governança em TI precisa ser dirigida e controlada por ela", afirmou.
Registrou ainda que o papel da Alta Administração ao governar a TI engloba três ações: avaliar, dirigir e monitorar. "Quando a liderança é boa, aumenta a Governança de TI". Ele também afirmou que o TJDFT tem que tomar ações de natureza estruturante de gestão com base na eficiência e na eficácia de suas ações em Governança de TI.
Registrou ainda que muitos problemas são advindos da Baixa Governança, como a Ausência de Plano de Continuidade de Negócio, ou seja, um Plano B na área de TI, em casos de desastres como incêndios, enchentes, vírus etc. Segundo ele, isso pode acarretar sérios prejuízos financeiros e na imagem, além de prejuízos incalculáveis para os usuários. Também listou outra consequência da Baixa Governança, como a Ausência de Processos de Softwares, citando vários casos reais.
Segundo o palestrante, 33% das 301 instituições fiscalizadas pelo TCU em 2010, estão no nível mais baixo em Riscos de TI e Segurança da Informação e que 88% das instituições avaliadas estão entre 10% e 50%. Atualmente, as instituições que detém os melhores níveis em Segurança em TI são os bancos.