Adiada audiência de oitiva de testemunhas do Caso Villela

por ACS — publicado 2012-02-05T23:00:00-03:00

A pedido da defesa de Adriana Villela, ré no processo que apura o homicídio do ministro José Guilherme Villela, de sua esposa Maria Carvalho Mendes Villela e da empregada do casal Francisca Nascimento da Silva, ocorrido em agosto de 2009, a audiência para oitiva de testemunhas que estava marcada para continuar nesta segunda-feira, 6/2, foi adiada. O motivo para o adiamento da audiência foi a dispensa das duas testemunhas de defesa que estavam marcadas para serem ouvidas na data de hoje. A princípio, a audiência marcada para esta terça-feira, 7/2, também está adiada. A nova data para continuar com a oitiva dos depoimentos ainda não está marcada.

Até o momento, já foram realizadas oito audiências que tiveram início no dia 4/11/11 nas quais quase 40 pessoas foram ouvidas.

O crime aconteceu em 28 de agosto de 2009, no apartamento do casal na 113 Sul. Na denúncia apresentada pelo Ministério Público figuram como réus do processo Adriana Villela, filha do casal assassinado; Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do bloco onde os fatos aconteceram; Paulo Cardoso Santana, sobrinho de Leonardo e Francisco Mairlon Barros Aguiar. Conforme a peça acusatória, Adriana, com o auxílio de outras pessoas, "utilizando-se de instrumentos pérfuro-cortantes, teria ceifado a vida de seus genitores (...), bem como de Francisca (...), o que fez de forma premeditada, tendo como motivação conflitos de família por assuntos financeiros". Sustenta ainda que "na mesma oportunidade subtraiu em proveito próprio diversas joias pertencentes à mãe, a exemplo de cerca de U$ 70.000,00 (setenta mil dólares) de propriedade do casal."

Os réus foram denunciados por três homicídios triplamente qualificados [art. 121, § 2º, Inc. I, III e IV, § 4º (2 vezes) e art. 121, § 2º, Inc. III, IV e V do Codigo Penal] e por furto qualificado (art. 155, § 4º, Inc. IV do Codigo Penal]. O processo já soma 54 volumes e tem mais de 10,8 mil folhas no total.