Caso Villela: Interrogatório dos réus deve varar a noite

por ACS — publicado 2012-03-16T00:00:00-03:00

Adriana Villela foi interrogada até às 18h25 e o juiz pretende ouvir todos os réus ainda nesta sexta-feira, 16/3

Leonardo Campos Alves, ex - porteiro do bloco em que residia o casal Villela e um dos acusados do triplo homicídio ocorrido em agosto de 2009, começou a ser interrogado às 18h35 pelo juiz do Tribunal do Júri de Brasília. O acusado começou seu depoimento afirmando ser inocente e ter apanhado muito para confessar o crime: "Vivi um inferno até decidir falar o que eles queriam". A Audiência de Instrução no processo que apura o crime começou às 10h da manhã e deve varar a noite. Dois réus ainda serão ouvidos: Paulo Cardoso Santana e Francisco Mairlon Barros Aguiar.

Pela manhã, foram ouvidas uma testemunha e a ré Adriana Villela, filha do casal assassinado e considerada pela polícia a mandante do triplo homicídio. A testemunha, arrolada pela defesa de Adriana, falou sobre o relacionamento familiar entre a acusada e seus pais. Disse que conhece Adriana desde 1995 e que frequentava a casa da família que, segundo ela, "era composta por pessoas muito amorosas, mas muito firmes em suas opiniões". Reforçou outros depoimentos de amigos da acusada que a definiram como "uma pessoa mais ligada à arte e à beleza do que à ostentação e ao luxo, com senso de justiça muito à flor da pele".

Depois da oitiva da testemunha, o juiz passou a ouvir Adriana, que falou durante 2 horas e 10 minutos antes do intervalo para o almoço. Às 15h20, os trabalhos foram retomados. A acusada respondeu a todas as perguntas feitas pelo magistrado, promotor e defesa. Criticou bastante o trabalho realizado pela polícia, principalmente pela Corvida: "Quando o caso passou para a Corvida nada mais foi investigado, tentaram apenas direcionar o rumo das investigações contra mim", "não tenho a menor dúvida da má-fé e do dolo com que foram conduzidas as investigações pela delegada Mabel", afirmou.

Adriana Villela foi interrogada até as 18h25. A previsão é que os interrogatórios prossigam noite adentro, já que o juiz confirmou que pretende ouvir todos os acusados ainda nesta sexta, 16/3.