Emoção e histórias fascinantes marcam a continuação a 3ª Diversidarte

Neste quarto dia da 3ª Diversidade – matizes da pluralidade, os servidores do Fórum Leal Fagundes lotaram o auditório para conhecer a história da cadeirante Maria Luciana Albuquerque, servidora do TJDFT, que proferiu a palestra Superando Limites. Vários colegas, mesmo de pé, uniram-se ao grupo e ouviram o relato das dificuldades enfrentadas por Luciana ao longo dos anos de formação educacional e no mercado de trabalho. Os presentes emocionaram-se ao constatar a persistência da palestrante e suas muitas conquistas – Luciana é formada em Administração de Empresas e cursa o 9º semestre de Direito. Luciana se diz grata a Deus e aos pais, afirmando que foram eles que a tiraram do “quarto escuro” e a colocaram na sociedade. Aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio dos colegas do Tribunal e ressaltar a importância do Núcleo de Inclusão - NIC que, segundo afirmou, proporcionou-lhe qualidade de vida no trabalho. “O NIC é fundamental para as pessoas com deficiência”, afirmou. “A cada dia que eu venho para o Tribunal, venho com um sorriso no rosto porque eu gosto daqui”, concluiu. No mesmo Fórum, os presentes puderam ouvir os colegas Paulo Vieira e Angelita Mesquista em uma performance de piano e flauta.
Em Samambaia, foi a vez dos servidores conhecerem Vanessa Vidal, ex-miss Ceará, deficiente auditiva, e sua história de superação. O Juizado Especial do Aeroporto está recebendo uma exposição de fotos da artista Lorena Lopes com o tema A Beleza do Ser, montada próximo ao desembarque doméstico.
Na tarde de ontem, 19/9, os servidores de Taguatinga puderam visitar uma exposição de artistas da Associação Brasileira de Deficientes Visuais – ABDV com quadros acessíveis, feitos em alto relevo e também uma exposição de fotógrafa e servidora Márcia Barros, com o tema Diferença no Olhar. Uma oficina de automaquiagem atraiu várias participantes, entre elas três mulheres cegas que aprenderam a realçar sua beleza, mesmo sem o auxílio da visão.
Em meio às atividades culturais, foi montado um Café Inclusivo, quando bebidas e petiscos eram servidos por uma pessoa que se comunicava apenas na Língua Brasileira de Sinais – Libras. Ao sentir a barreira comunicacional, os presentes lançaram mão do cardápio, mas este estava apenas em braile. Após a brincadeira, as responsáveis pelo NIC explicaram que a finalidade era levar as pessoas a experimentar um pouquinho como é lidar com as barreiras da falta de acessibilidade. Os participantes apreciaram a vivência.
Ainda no Fórum de Taguatinga, o assistente social e servidor, Alexandre Fonseca, narrou sua trajetória e de que forma tem conseguido superar o preconceito. Contou que, com a ajuda da família, sempre focou sua vida em suas potencialidades e que a deficiência motora não o impede de sonhar e ir atrás de seus objetivos. No momento, o objetivo que persegue é o lançamento, em breve, de um livro contando sua experiências de vida.
A 3ª Diversidarte – matizes da pluralidade é realizada pelo NIC para comemorar o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. O Núcleo é uma iniciativa pioneira do TJDFT que se antecipou à Recomendação nº 27, do Conselho Nacional de Justiça, que prescrevia a adoção de "medidas para a remoção de barreiras físicas, arquitetônicas, de comunicação e atitudinais de modo a promover o amplo e irrestrito acesso de pessoas com deficiência".