TJDFT desenvolve atividades para promover inclusão de pessoas com deficiência
Entre os dias 17 e 23 de setembro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios promoverá uma semana dedicada a atividades artísticas, palestras, esportes e muita interação entre pessoas com e sem deficiência. Trata-se da 3ª Diversidarte – matizes da pluralidade. Em sua terceira edição, o evento celebra o Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência, instituído por meio da Lei 11.133/05, comemorado em 21 de setembro.
O evento será realizado pelo Núcleo de Inclusão - NIC, criado em 2009, subordinado à Presidência da Casa, com o propósito de promover a inclusão das pessoas com deficiência no âmbito do Tribunal. Numa iniciativa pioneira, com a criação do NIC, o TJDFT antecipou-se à Recomendação nº 27, do Conselho Nacional de Justiça, que prescrevia a adoção de "medidas para a remoção de barreiras físicas, arquitetônicas, de comunicação e atitudinais de modo a promover o amplo e irrestrito acesso de pessoas com deficiência".
A 3ª Diversidarte – matizes da pluralidade dá sequência a uma série de atividades voltadas à inclusão. No mês de agosto, o NIC lançou três vídeos, protagonizados por servidores do TJDFT, com o propósito de conscientizar os públicos interno e externo acerca da necessidade de respeito aos espaços exclusivos destinados a pessoas com deficiência. Com o slogan O ESPAÇO EXCLUSIVO É O ESPAÇO DE INCLUSÃO, a campanha alerta para o respeito às vagas exclusivas, aos banheiros adaptados e também para o uso elevadores de exclusivos instalados em duas áreas da Casa onde os elevadores comuns não chegam. (Assista aos vídeos).
No último dia 29/8, o NIC promoveu a palestra "O Judiciário Inclusivo", proferida pelo Desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, do TRT – 9ª Região. Único desembargador cego do judiciário brasileiro, o magistrado fez um apanhado sobre a evolução dos direitos humanos ao longo da história e de como a deficiência tem sido vista nesses contextos, desde a Idade Média, quando era considerada consequência do pecado, passando por uma abordagem meramente clínica que deu lugar a uma visão política e social da deficiência, tratando também das lacunas atuais contra as quais defende que todos devemos lutar. Na preleção, organizada em parceria com a Escola de Administração Judiciária do TJDFT, o desembargador, que é autor de vários livros, ressaltou que “na medida em que aprendermos a respeitar o outro como ele é e não ver nele um problema, é que poderemos construir o Brasil que imaginamos”.