Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Servidora do TJDFT palestra para cuidadores de idosos

por SB — publicado 12/08/2013

O cuidado com as pessoas idosas foi tema de palestra proferida nesse sábado, 10/8, por uma psicóloga da Central Judicial do Idoso - CJI. A exposição recebeu o título de Cuidar – Amar e Evitar a Violência Contra a Pessoa Idosa e foi apresentada aos participantes do IX Encontro de Cuidadores de Idosos do Distrito Federal, organizado pela Associação Nacional de Gerontologia – Seção DF.

Ana Paula Campos abordou a temática do cuidado com inspiração em uma frase de Leonardo Boff: Cuidar é mais que um ato, é uma atitude. Para a servidora, cuidar é uma atitude de ocupação, preocupação, responsabilidade e envolvimento afetivo com o outro. Na ocasião, a palestrante apresentou também dados do Mapa da Violência Contra a Pessoa Idosa no DF, elaborado pela CJI. O Mapa foi construído a partir da compilação de dados de diferentes fontes, no período compreendido entre janeiro de 2008 e dezembro de 2012, reunindo principalmente atendimentos efetuados pela Central Judicial do Idoso; pelo Disque Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Disque 100; e pelo do Núcleo de Estudos e Programas na Atenção e Vigilância em Violência – NEPAV, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O trabalho mostrou que as mulheres são as principais vítimas da violência contra as pessoas idosas no DF e os maiores agressores são os filhos.

Ana Paula aproveitou a oportunidade para destacar a importância de denunciar os casos de maus-tratos contra pessoas idosas seja por telefone, através do Disque 100, ou pessoalmente, na Central, que fica no 4º andar do Bloco B do Fórum de Brasília e funciona das 12h às 18h. A CJI é uma parceria entre o TJDFT, o Ministério Público e a Defensoria Pública do DF e seu propósito é promover os direitos dos idosos, resolver conflitos e divulgar o Estatuto do Idoso. O serviço é coordenado pelas juízas Monize Marques e Gabriela Jardon, pela promotora Sandra Julião e pela defensora Paula Regina Ribeiro e conta também com a ajuda de psicólogos, assistentes sociais e bacharéis em Direito.