Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Disputa por ponto de tráfico de drogas leva homens ao banco dos réus

por SB — publicado 14/01/2013

Dois homens acusados de tentativa de homicídio estarão nesta terça-feira, 15/01, à partir das 9h, no banco dos réus do Tribunal do Júri de Taguatinga. O motivo do suposto crime seria disputa por ponto de tráfico de drogas. O crime teria acontecido na QNL 20, em Taguatinga Norte, em junho de 2006.

Conforme a denúncia, Diego Luis da Fonseca teria efetuado disparos contra Waldivino Gomes Ferreira, que chegou a ficar ferido, e também contra Andréa Alves Pereira que não foi atingida. Explica a peça acusatória que “restou apurado que os denunciados e terceiras pessoas, de um lado, mantêm verdadeira guerra com a vítima Waldivino e terceiras pessoas, de outro, tudo em decorrência de disputa pelo controle de ponto de tráfico de drogas, o que vem gerando inúmeras mortes, uma vez que a questão entre eles vem sendo resolvida à bala”.

O outro réu do processo, Luiz Ruela da Silva Júnior, juntamente com Alex Santana de Araújo, estariam com Diego no veículo que os conduziu ao local dos fatos e teriam dado a ele apoio moral. Luiz Ruela vai a júri junto com Diego, mas Alex teve seu processo desmembrado, tendo sido julgado e condenado, em setembro de 2011.

Para a acusação, “o crime tem motivação torpe, vez que decorre de ignóbil disputa entre moradores de quadras diversas pelo controle de ponto de tráfico de drogas, verdadeira guerra urbana que vem ocasionando inúmeras mortes de ambos os lados”.

Diego, conhecido como Periquito, foi pronunciado para responder perante júri popular por duas tentativas de homicídio por motivo torpe e por porte ilegal de arma de fogo (artigo 121, § 2°, inciso I, c/c artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal e artigo 14 da Lei n° 10.826/2003, tudo c/c artigo 69 do Código Penal). Luiz, apelildado de Noa, responderá por participação nas tentativas de homicídio (artigo 121, § 2°, inciso I, c/c artigo 14, inciso II, e artigo 29, todos do Código Penal).

Ouvidos em juízo, ambos negaram o crime. Diego afirmou que não efetuou os disparos contra a vítima, nem estava no local no dia do crime e Luiz disse que ficou sabendo dos fatos depois que foi preso acusado de tráfico de drogas.

Processo nº 2006.07.1.019137-0