Acusado de tentar matar casal no Pontão do Lago Sul vai a júri

por SB — publicado 2013-07-19T16:55:00-03:00

O Tribunal do Júri de Brasília leva a julgamento na próxima terça-feira, 23/7, a partir das 9h, um homem de 46 anos acusado de atropelar e tentar matar a mulher que o deixara e o namorado. O crime aconteceu no dia 5 de outubro de 2012, por volta das 18h, em estacionamento do Pontão do Lago Sul, em Brasília.

Conforme a denúncia, Whellinghton Marcelo Doudement Campos, utilizando-se de um veículo automotor, atropelou a mulher I.L.D. e L.R.F., causando-lhes lesões. Explica a acusação que no dia dos fatos, suspeitando de traição, o denunciado seguiu sua esposa até o Pontão e, no estacionamento,  visualizou o encontro desta com outro homem. Prossegue narrando que ainda no estacionamento, quando I.L.D. e L.R.F. se deslocavam em direção a um quiosque, “o denunciado acelerou o veículo que conduzia e atropelou as vítimas”. Para o Ministério Público, o crime não se consumou por circunstâncias alheias à vontade do denunciado, uma vez que as vítimas não foram atingidas pelo veículo em local de letalidade imediata e também porque populares impediram que o denunciado investisse novamente contra as vítimas, levando-o a deixar o local dos fatos. Acrescenta ainda a promotoria que “o crime foi cometido com o emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas, já que o denunciado permaneceu à espreita, valendo-se de um veículo desconhecido por sua esposa, e investiu de inopino, pelas costas, não tendo as vítimas, portanto, condições de prever tão repentino ataque”.

Ouvido em juízo, Whellinghton disse que seguia atrás do carro da esposa e, ao vê-la dando seta e entrando no Pontão, decidiu entrar para ver o que ela estaria fazendo ali. Disse que viu a esposa abraçada e beijando o homem. Afirma que acelerou para se aproximar do casal, mas que, ao frear, o carro teria derrapado na brita. Firsou que não teria lançado o carro sobre os dois.

Em depoimento, a esposa afirmou que havia-se separado do marido dois dias antes dos fatos, tendo saído de casa em razão de “o acusado ter tentado matá-la”. Disse que os dois haviam sido casados por 24 anos e que havia dado entrada no divórcio quando saiu de casa.

Whellinghton foi pronunciado para responder perante júri popular por tentativa de homicídio qualificado por recurso de dificultou a defesa da vítima (art. 121, § 2º, inciso IV, c/c art. 14, inciso II, ambos do Código Penal) em relação aos dois ofendidos e também por violência doméstica, em relação à mulher (art. 5º, inciso II, da Lei n. 11.340/06 – Lei Maria da Penha).

Processo nº 2012.01.1.156474-9