Júri condena envolvidos na morte de policial militar
Após dois dias de julgamento, o Tribunal do Júri de Ceilândia condenou, na noite desta terça-feira, 28/5, três pessoas que respondiam pelo homicídio do policial militar Luís Ramos Urcino, ocorrido em julho de 2010, na QNO 9 de Ceilândia. A ex-mulher do policial, Patrícia Abreu Urcino, acusada de ser a mandante do crime, deve cumprir 16 anos de reclusão; o companheiro de Patrícia, Jeová Rodrigues dos Santos, recebeu pena de 15 anos de reclusão, e Elismária Correia Pinheiro, apontada como partícipe, 13 anos de reclusão. Todos deverão cumprir as penas em regime inicial fechado. As duas mulheres se encontram presas e não poderão recorrer da sentençaem liberdade. Jeová, que aguardou o julgamento em liberdade, poderá recorrer da sentença da mesma forma.
Segundo a denúncia, o policial estava dentro de seu carro quando foi alvejado por um menor. Elismária foi acusada de haver prestado auxílio ao executor. Para o Ministério Público, o crime teria sido encomendado por Patrícia, que fora casada com a vítima por 17 anos e se encontrava em processo de separação judicial. O motivo seria a divisão de bens e a suposta intenção de receber pensão do ex-marido.
Patrícia, 40 anos, Jeová, 29, e Elismária, 22, foram condenados pelo Júri Popular por participação em homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima (artigo 121, § 2º, incisos I e IV, na forma do artigo 29, ambos do Código Penal). As qualificadoras foram acolhidas pelo Conselho de Sentença.
Processo nº 2010.03.1.023271-2