Livro de história contribui para preparar crianças e adolescentes para adoção internacional
Resgatar a cultura e a história da vida de crianças e adolescentes que serão adotados por famílias estrangeiras significa preservar-lhes a identidade e ajudá-los a compreender sentimentos e emoções. Desde 2012, a Comissão Distrital Judiciária de Adoção (CDJA) vem produzindo livros narrativos da história de vida de meninos e meninas em processo de adoção internacional, como forma de prepará-los para viverem com pais pertencentes a cultura, língua e costumes diferentes.
A metodologia de intervenção da CDJA está contada em artigo pelas assistentes sociais e servidoras da CDJA Thaís Botelho Corrêa e Naisa Carla Martins Santos, disponível no site do TJDFT, com o título “Era uma vez... O re-contar de uma história”.
Segundo o artigo, costumeiramente, a criança resgata sua história por meio da memória de seus parentes e por registros documentais, fotografias, objetos significativos que revelam a biografia da família. Entretanto, a realidade de meninas e meninos que moram em entidades de acolhimento é repleta de lacunas, o que inibe o autoconhecimento e a percepção de si mesmos perante os outros. O livro de contos infantis sobre a vivência da criança é uma maneira de expressão de sentimentos e diálogos sobre acontecimentos de sua vida.
Conforme as autoras, os livros de histórias produzem bons resultados, pois propiciam à criança ou ao adolescente um registro cuidadoso e afetuoso da sua vida pregressa e o anúncio do seu futuro, como a inserção em uma nova família e mudança de país. “É a memória documentada, um arquivo que poderá ser acionado a qualquer tempo e de forma lúdica, prazerosa e, sobretudo, valorativa, que imprime relevo às experiências compartilhadas durante os encontros de preparação para adoção internacional”, afirmam as servidoras.