TJDFT veste-se de azul em favor dos autistas

por SB — publicado 2014-04-01T15:20:00-03:00

Mônica Fischer

Nesta quarta-feira, 2/4, magistrados e servidores de todo o TJDFT estão convidados a se vestirem de azul. O objetivo é apoiar a campanha Acenda uma Luz para o Autismo – IDEIAS AZUIS, promovida pela ONG Autismo e Realidade. A iniciativa marca o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (2/4) e está inserida na campanha mundial Light It Up Blue. No Fórum de Santa Maria, primeiro a abraçar a causa, serão distribuídas, também, fitas azuis de lapela como sinal de adesão à campanha.

A servidora Mônica Fischer, lotada no Pró-Saúde, considera a ação fundamental para que as pessoas conheçam o autismo. Mãe de Flávia, uma jovem autista de 20 anos, Mônica acredita que o conhecimento quebra o estigma e traz as pessoas autistas para uma sociedade mais acessível. Mônica tem atuado nas esferas sociais em prol das necessidades dos autistas. Já participou de audiência públicas, inclusive no Congresso Nacional, em que foi abordado o autismo e participa de várias redes sociais. Ressalta a importância dessas redes, citando o Facebook do grupo Movimento Orgulho Autista Brasil e a página pessoal de Berenice Piana, autora da Lei 12.764/12, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Sobre sua experiência pessoal, Mônica a descreve como de constantes descobertas e como um desafio diário de entrega, amor, superação e fé. Flávia, a quem se refere como “meu anjo”, recebeu o diagnóstico de autismo aos dois anos de idade e a mãe precisou repensar muitos aspectos de sua vida, entre eles a opção de continuar trabalhando. Decidiu dar seguimento à vida profissional e acredita que manter-se ativa foi uma escolha acertada. No trabalho, tem encontrado apoio de colegas e um ambiente comprometido com a inclusão.

O TJDFT, com mais de duzentos servidores com deficiência em seu quadro de pessoal, atua de forma efetiva na promoção da inclusão. Em 2009, criou o Núcleo de Inclusão - NIC, subordinado à Presidência, tornando-se o primeiro a contar com uma estrutura específica para esse fim, antecipando-se à Recomendação nº 27 do Conselho Nacional de Justiça, que prescrevia a adoção de “medidas para a remoção de barreiras físicas, arquitetônicas, de comunicação e atitudinais de modo a promover o amplo e irrestrito acesso de pessoas com deficiência”.  O NIC atua na difusão da cultura de inclusão, estimulando o respeito às diferenças e a valorização da diversidade no contexto do trabalho e também na definição de políticas de inclusão.