Tribunal aprova o Plano de Logística Sustentável
Foi aprovado nesta sexta, 18/12, na 16ª sessão do Tribunal Pleno Administrativo, o Plano de Logística Sustentável do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o PLS-TJDFT. Trata-se de um instrumento vinculado ao Plano Estratégico do Tribunal, de 2015 a 2020, que permite estabelecer e acompanhar práticas de sustentabilidade, racionalização e qualidade, com vistas à maior eficiência dos gastos públicos e da gestão dos processos de trabalho do Tribunal.
A primeira edição do PLS-TJDFT contempla os anos de 2015 e 2016, com metas, ações, objetivos e responsabilidades definidas, prazos de execução, mecanismos de diagnóstico e monitoramento, bem como avaliação de resultados que permitem estabelecer e acompanhar práticas de sustentabilidade no Tribunal. O instrumento segue a Resolução 201 do Conselho Nacional de Justiça, que trata da implantação do PLS e de núcleos socioambientais nos órgãos do Poder Judiciário.
Para viabilizar a implantação do PLS no âmbito do Tribunal, foi publicada a Portaria Conjunta 53/2015 que criou a comissão gestora do PLS-TJDFT, além de quatro grupos executivos, responsáveis por propor e executar os planos de ação de cada área. Os membros dessas comissões foram designados pela Portaria GPR 1.006/2015. Eles se debruçaram sobre os seguintes temas: compras e contratações sustentáveis; consumo de recursos naturais; consumo de recursos administrativos; qualidade de vida no trabalho, comunicação e capacitação para sustentabilidade.
Das reuniões das comissões executivas e gestora surgiram os indicadores, as metas e os planos de ação do atual PLS-TJDF. Ao todo são 65 indicadores, agrupados em quinze categorias: 1) papel; 2) descartáveis; 3) impressões; 4) processo eletrônico; 5) energia; 6) água; 7) coleta seletiva; 8) qualidade de vida no trabalho; 9) sensibilização; 10) vigilância; 11) limpeza; 12) telefonia; 13) combustível; 14) veículos e 15) layouts.
Um exemplo de indicador previsto no Plano é o item “Impressão de documentos totais”. A fórmula para calculá-lo foi a quantidade total de impressão dividido pela força de trabalho total do Tribunal, chegando-se ao medidor “impressão por pessoa”. A meta para o ano de 2015 é conseguir uma redução de 10% do número de impressões por pessoa em relação ao passado, e mais 10% de redução, em 2016, em relação a este ano.
Para atingir essa e outras metas está previsto um plano de ações, com indicação de responsáveis, prazos e recursos disponíveis. Continuando com o exemplo da categoria “impressões”, foram estabelecidas ações, como: remanejar equipamentos subutilizados, estipular cotas de impressões, diminuir o número de impressoras coloridas e também reduzir o número de impressoras dos juizados que já funcionem com o PJe há mais de um ano.
Os indicadores e ações previstos no PLS-TJDFT serão monitorados e, anualmente, será elaborado relatório de desempenho do plano, que irá subsidiar o Balanço Socioambiental do Poder Judiciário, a ser elaborado e publicado pelo CNJ.