Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Servidora da VIJ/DF lança livro na Bienal Internacional do Livro de SP

por LC/SECOM/VIJ-DF — publicado 24/08/2016

A servidora da Secretaria Judicial da Vara da Infância e da Juventude do DF (VIJ/DF) Denise Barbosa lança neste sábado, 27 de agosto, seu segundo livro no maior evento literário do país: a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Com o título Balada 80 e dedicado ao público juvenil, o livro conta a história de uma adolescente que volta aos anos 80 e se torna a melhor amiga da mãe.

A Bienal acontece de 26 de agosto a 4 de setembro, no Pavilhão do Anhembi, na zona norte de São Paulo, e quem for ao evento poderá ter o livro autografado pela servidora nos dias 27 e 28 de agosto.  Ao todo, serão 280 expositores, com representação das maiores editoras do país, além de autores e uma vasta programação cultural.

Lançado pela editora Young Editorial, o livro Balada 80 foi escrito em cinco meses, e a expectativa da servidora é que agrade em cheio ao público juvenil. “Escrevi esse livro pensando nos adolescentes de 12 a 18 anos, pois a temática que exploro gira em torno do universo que eles vivem: conflitos familiares, amores, sonhos e inseguranças. Minha filha, de 14 anos, é meu grande filtro: escrevo e dou para ela opinar, já que faz parte desse público que quero atingir”, diz.

Denise diz estar com frio na barriga para o lançamento. “É sempre uma grande expectativa lançar um livro. É um filho que nasce. Ainda mais em um evento tão grandioso quanto a Bienal Internacional de São Paulo. Estou confiante do sucesso e o meu marido estará lá para me apoiar”. Além de Denise, seis outros escritores da mesma editora também lançarão seus livros.

Antes de começar a escrever, a servidora procurou conhecer autores infantojuvenis para se inspirar. Hoje, é fã de alguns deles como Carina Rissi, Marina Carvalho, Paula Pimenta e FML Pepper. “No Brasil, existem poucos escritores para esse público. Elas me deram coragem para avançar”, diz.

Além das escritoras citadas, Denise também está admirada com o talento da escritora irlandesa Lucinda Riley, que mora na Inglaterra e escreveu a série As Sete Irmãs, que conta a história de sete irmãs adotadas.

Como parte da estratégia de divulgação do livro, está previsto pela editora, após a Bienal, a inauguração de um book-bus, que é um ônibus caracterizado com a capa do livro Balada 80 para circular em São Paulo com blogueiros e leitores.

Para agradar aos fãs, a escritora pretende distribuir um mimo para os quinze primeiros que adquirirem o livro: vão ganhar um porta-copo em formato de disco de vinil, o mesmo estampado na capa do livro.

“Até chegar aqui foi um caminho longo. Aprendi que na balada da vida a gente não pode deixar de ter sonhos. A gente planta e colhe lá na frente. Foi uma surpresa para mim participar de toda a confecção do livro e mais ainda da Bienal. É preciso colocar amor no que a gente faz. Gosto muito de escrever”, finaliza.

A história continua

E vem mais novidade por aí: está no “forno” o livro Diário de uma fãspin-off do Balada 80, que conta a história de uma das personagens do Balada 80.

Outros feitos

No final de junho, o conto de Denise Confissões de um menor infrator constou da lista dos 100 contos mais lidos do Kindle, da Amazon, no modo gratuito. Com apenas 11 páginas, o gênero textual conta a história de um adolescente de classe média de Brasília que se envolve com drogas e acaba cometendo um ato infracional análogo ao crime de latrocínio. Por conta do ocorrido, cumpre medida socioeducativa por mais de um ano e, ao ser solto, resolve buscar o caminho da legalidade e conquistar o perdão do seu pai.

Além de se destacar no Amazon, o Confissões de um menor infrator foi transformado em livreto (sample) e apresentado na Feira do Livro de Brasília, no final de julho, juntamente com outros contos escritos por mulheres do grupo Escritoras do DF.

Sobre a escritora

Denise Barbosa é analista judiciária do Tribunal de Justiça do DF e supervisora da área infracional do cartório da VIJ-DF. Leitora disciplinada, ela se descobriu escritora após uma perda familiar. “Quando passo por momentos difíceis, canalizo minhas energias para a arte; e escrever me ajuda a superar a fase”, diz.

Apesar de o trabalho no cartório lhe demandar muito engajamento técnico e emocional, Denise consegue, no turno contrário, escrever bastante. Ela diz que a escrita a resgatou durante um período difícil e que o seu primeiro livro, O Mistério da Cachoeira, voltado ao público infantojuvenil, é o fruto bom de um momento de dor.

 

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