Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Mobilização contra a corrupção reuniu magistrados e membros do MP

por ACS/Informações da AMAGIS-DF — publicado 02/12/2016

A tarde da última quinta-feira, 1º de dezembro, foi marcada por uma grande mobilização realizada, em Brasília, por magistrados e membros do Ministério Público de diversos locais do País. Organizado pela Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), o ato público reuniu cerca de 500 pessoas na parte externa do Superior Tribunal Federal, que protestaram contra projetos que estão sendo votados no Congresso Nacional, como as emendas aprovadas na Câmara dos Deputados, que alteram o pacote de combate à corrupção.

A Associação dos Magistrados do Distrito Federal e inúmeros associados participaram ativamente da ação, que durou quase três horas. Na ocasião, a Presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, ministra Cármen Lúcia, interrompeu suas atividades para prestar apoio aos magistrados, oportunidade na qual recebeu, das mãos de representantes de associações de magistrados e de promotores, uma carta aberta contra a corrupção e a impunidade, em defesa da liberdade de atuação do Poder Judiciário.

“Povo brasileiro, vocês querem que juízes e promotores sejam presos no lugar de bandidos do Congresso? Por acaso, o povo quer o fim da Lava Jato? Não! Viva a Lava Jato, viva o Sergio Moro, os procuradores e a Polícia Federal. O que está sendo tratado no Congresso Nacional, nada mais é que o medo desses políticos corruptos de irem para a cadeira. Pois sua hora está chegando. Mas não vamos nos calar. Estamos aqui para denunciar. E vamos resistir a esse atentado contra a democracia”, bradou o Presidente da Amagis-DF, desembargador Sebastião Coelho, durante a manifestação.

O ato contou ainda com a participação do presidente eleito da Amagis-DF, juiz Fábio Francisco Esteves, que declarou que a magistratura está consciente do seu papel ao participar de manifestações desse nível. “É preciso defender nossas prerrogativas e competências e dar ciência de que estamos fazendo isso em nome do Estado Democrático de Direito e da sociedade”, pontuou.

(Fonte: site da AMAGIS-DF)