Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Justiça Comunitária recebe visita de juiz do MT e representante de programa das Nações Unidas

por ACS — publicado 08/03/2016

O Programa Justiça Comunitária - PJC, do TJDFT, recebeu em sua sede na Ceilândia, na última sexta-feira, 4/3, a visita de representantes do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD, da Empresa Brasil de Comunicação - EBC e do Justiça Comunitária do Estado do Mato Grosso .

A Coordenadora do PJC e titular do Juizado Especial Criminal de Taguatinga, juíza Gláucia Falsarella Foley, abriu o encontro discorrendo sobre a intenção de expandir o Programa a outras cidades do DF, para além da Ceilândia, partilhando as propostas da Justiça Comunitária ligadas à mediação de conflitos, à animação de redes e ao esclarecimento para os direitos. A magistrada lembrou que “o mediador desconstrói o conceito de ‘ajuda’ que gera dependência e, no diálogo, as pessoas são encorajadas a descobrir suas próprias soluções, para termos uma sociedade mais emancipada”.

O juiz José Antônio Bezerra Filho, Coordenador do Justiça Comunitária do Mato Grosso, afirmou que visitar o PJC/ DF  “é uma oportunidade de compartilhamento de experiência e de aprendizado com a Dra. Gláucia Foley”, idealizadora e precursora da Justiça Comunitária. O Coordenador trouxe relatos das atividades desenvolvidas pelos agentes comunitários no Mato Grosso e mencionou diversos projetos realizados em seu estado pelos agentes, com vista à promoção da cidadania, esclarecendo direitos, por meio de mediações e palestras.

Representando o PNUD, Maristela Baioni acentuou a importância de transformar as instituições da Justiça pelas propostas da mediação e do diálogo. “Somos felizes por termos sido sementes no PJC”, recordou Maristela, numa referência ao apoio do PNUD à sustentabilidade do Programa desde sua origem.

A representante da EBC, Luciana Sérvulo, elogiou o trabalho do Justiça Comunitária do DF.  Ao manifestar o desejo de nova visita ao PJC, Luciana frisou sua intenção de ouvir a experiência dos agentes comunitários, bem como ofereceu a eles a promoção de cursos de meditação, técnicas de concentração e autoconhecimento.

Trazendo sua experiência ao encontro, Dieimy Pereira falou ao grupo que a sua formação como agente comunitária fez mudar sua postura também na vida pessoal. “Aqui no PJC temos palestras muito edificantes. Aprendi a ouvir, a escutar mais, a me livrar de preconceitos. Não temos ganhos financeiros, mas temos ganhos muito maiores”, ressaltou Dieimy.

Valdeci da Silva, agente comunitário há mais de 15 anos, concordou: “Estou no PJC desde o ano 2000 por acreditar que esse trabalho faz a diferença na vida das pessoas que são atendidas por nós”. 

O dia contou ainda com a abertura do Curso de Mediação promovido pelo PJC para os agentes comunitários.  A formação prevê dez aulas em que serão abordados temas como relacionamentos interpessoais, fundamentos da mediação comunitária, entre outros .

 

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