Justiça condena ex-funcionários da Cruz Vermelha
A juíza titular da 1ª Vara Criminal de Brasília condenou Douglas Souza de Oliveira e Richard Strauss Cordeiro Júnior, ex-gestores da Cruz Vermelha de Petrópolis, sob a acusação de terem favorecido a Cruz Vermelha de Petrópolis em procedimento que escolheu a instituição para administrar Unidades de Pronto Atendimento - UPAs de São Sebastião e do Recanto das Emas. Outros denunciados na Operação Genebra aguardam julgamento.
Douglas foi condenado a 13 anos e seis meses de reclusão, em regime inicialmente fechado; três anos de detenção, em regime aberto e multa, por dispensa ilegal de licitação, peculato e lavagem de dinheiro. A pena para Richard foi de três anos de detenção e quatro anos de reclusão, em regime aberto, e multa, por dispensa ilegal de licitação e uso de documento falso.
Na sentença, a juíza classificou a conduta dos réus de extrema reprovabilidade e afirmou que a lavagem de dinheiro pode representar “a qualificação de um esquema criminoso muito maior, envolvendo entidades cuja função precípua é a ajuda humanitária, mas que, pela cupidez de poucos, foi utilizada para captação de vultosas quantias para interesses escusos”.
O MPDFT ofereceu denúncia contra os dirigentes da organização, no âmbito da Operação Genebra, afirmando que eles teriam se apropriado de mais de R$ 9 milhões, sem nunca ter prestado qualquer serviço à Secretaria de Saúde - SES. De acordo com a denúncia, entre agosto de 2009 e março de 2011, os acusados praticaram atos de dispensa de licitação, fora das hipóteses legais, beneficiando-se economicamente.
Processo: 2017.01.1.058528-0
(Com informações do MPDFT)