TJDFT dá boas-vindas a pessoas surdas que irão trabalhar na digitalização de processos

por SB — publicado 2018-01-17T16:55:00-03:00

TJDFT dá boas-vindas a pessoas surdasA alta administração do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT compareceu, na tarde desta quarta-feira, 17/1, à Coordenadoria de Digitalização e Serviços Gráficos – CODIG, para dar as boas-vindas a 90 pessoas, 87 delas surdas, contratadas para trabalhar na digitalização, controle de qualidade e indexação de processos judiciais.

O Presidente do Tribunal, desembargador Mario Machado, em suas palavras, destacou o caráter inclusivo do contrato firmado pelo TJDFT com a Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial – CETEFE, para a contratação dos surdos, muitos deles tendo sua primeira oportunidade no mercado de trabalho. Explanou a economia trazida pela digitalização, pois evita gastos com papel e material e torna o processo mais ágil, o que significa que a Justiça se torna mais rápida para o cidadão.

Juíza do TJDFT fala sobre superendividamento no Programa Alexandre Garcia da Globo NewsDando boas-vindas aos novos contratados, ressaltou: “O desempenho dos senhores é maior do que a média que existe. Então, para o Tribunal, é um prazer muito grande poder ter os senhores realizando esse trabalho. Tenho certeza de que esse trabalho muito representa para a sociedade do Distrito Federal e o TJDFT agradece a todos pela oportunidade de tê-los conosco".

A visita contou também com a presença do 1º Vice-Presidente, desembargador Humberto Ulhôa, do 2º Vice-Presidente, desembargador Costa Carvalho, do Corregedor de Justiça do DF, desembargador Cruz Macedo, dos juízes Joel Chaves Neto, diretor do Complexo de Armazenamento do TJDFT e Weber Weiss, titular da Vara de Execução Fiscal-VEF/DF, além do juiz assistente da 1ª Vice-Presidência, Lizandro Garcia, de servidores e de representantes da CETEFE.

O objetivo do contrato com a CETEFE é atender à crescente demanda pela digitalização de autos arquivados e daqueles remanescentes da implantação do Processo Judicial Eletrônico – PJe. Com os recém contratados, a CODIG inicia uma nova etapa e amplia a digitalização dos 384 mil autos físicos da VEF/DF, iniciada em 2017, já na próxima semana, estendendo os procedimentos a todos os processos de execução fiscal do DF.

O projeto também tem como objetivo iniciar o trabalho de digitalização do acervo de cerca de três milhões de processos em arquivo, guardados pelo TJDFT. Diariamente, o Tribunal recebe entre 1,2 mil e 1,5 mil pedidos de desarquivamento, o que exige toda uma logística, com custo elevado, para que os autos cheguem às partes requerentes. O setor de digitalização dará, entre outras ações, suporte essencial a este Projeto de Digitalização dos Autos Processuais Findos Considerados de Guarda Longa ou de Guarda Permanente, da Secretaria de Gestão Documental da 1ª Vice-Presidência. “Com a digitalização, em um futuro breve, poderemos disponibilizar a imagem digital para advogados e partes, desburocratizando esse procedimento”, explicou o juiz Joel Chaves Neto, diretor do Complexo de Armazenamento do TJDFT.

Este projeto será iniciado pelos processos arquivados oriundos das Varas de Família e das Varas Criminais, em razão do período de tempo que devem ser guardados e da quantidade de acessos registrados. Alguns deles precisam ficar arquivados por até 100 anos e muitos são bastante consultados. Atualmente, o TJDFT tem um acervo de mais de 590 mil processos arquivados oriundos de Varas de Família e mais de 33 mil das Varas Criminais.

O Processo Judicial Eletrônico - PJe também apresenta demandas à CODIG. Quando o sistema PJe é instalado em uma vara, os processos passam a ser recebidos eletronicamente, mas restam os anteriores que já tramitavam em papel. Em muitas dessas varas, é feita a opção por digitalizar esses autos remanescentes. O PJe está sendo implantado paulatinamente no TJDFT desde julho de 2014. Atualmente, está em funcionamento em 66% das serventias e, até o final deste ano de 2018, chegará a todo o Tribunal.

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