Juíza do TJDFT fala sobre multiparentalidade ao Correio Braziliense
A juíza Silvana da Silva Chaves, titular da 6ª Vara de Família de Brasília, deu entrevista ao jornal Correio Braziliense sobre o conceito de multiparentalidade e a diferença entre essa terminologia e a de adoção. A matéria foi publicada no site do jornal no último domingo, 22/7, e está disponível na íntegra aqui.
A magistrada explicou a diferença entre as duas situações: “Na adoção a filiação anterior é apagada dos registros civis do adotado. O indivíduo passa a ter em seus assentos registrais somente os dados dos adotantes como seus ascendentes. Na adoção a intenção é a de constituição de novos vínculos familiares, uma vez que os vínculos anteriores foram rompidos pelos mais diversos motivos (abandono, etc). Na multiparentalidade, o que existe é a coexistência concomitante dos vínculos paternos e maternos, exercidos por mais de uma pessoa”, detalhou.
A reportagem registra, ainda, a opinião de outros especialistas no assunto, como a juíza Vanessa Aufiero da Rocha, da 2ª Vara da Família e das Sucessões de São Vicente, no litoral paulista; Ricardo Calderón, diretor nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família; Soraya Pereira, presidente da organização não governamental Grupo de Apoio à Convivência Familiar e Comunitária Aconchego, do Distrito Federal, dentre outros.