Presidente do TJDFT fala sobre desafios da gestão em entrevista à Revista da Amagis-DF
O Presidente do TJDFT, desembargador Romão C. Oliveira, concedeu entrevista para a edição nº 128 da Revista Tribuna Judiciária da Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios - Amagis-DF, disponibilizada nesta terça-feira, 3/7, no site da Associação. Na ocasião, o magistrado falou sobre os desafios da gestão do TJDFT, a demanda do Judiciário local, a legislação brasileira, entre outros assuntos.
Durante a entrevista, o magistrado ressaltou os compromissos assumidos em seu discurso de posse, entre eles a boa relação com a imprensa e a valorização dos juízes de 1° Grau. Com relação ao jurisdicionado, o recado do Presidente do TJDFT é que a população acredite cada dia mais. “Se hoje ainda existe alguma dúvida, espero ao terminar o meu mandado eles possam dizer “eu acredito que vou resolver meu problema. Tem juiz em Brasília. Isso significa, não vou fazer justiça com as próprias mãos””.
Para o Presidente do TJDFT, entre os desafios da gestão do Tribunal está o número elevado de processos. Apesar de o TJDFT, em comparação com outras unidades da Federação, ter o dobro de magistrados por 100 mil habitantes, “aqui o número de demanda, proporcionalmente à população, é 35% maior que nos outros estados. Significa dizer que o jurisdicionado do DF demanda mais”. Além disso, no DF, o acesso à Justiça é facilitado e rápido, uma vez que existem fóruns espalhados por todas as regiões.
Com relação à morosidade processual, o magistrado reforçou que ela é ocasionada, sobretudo, pela legislação brasileira. “Não podemos dizer que temos um atraso processual. As normas permitem muitos recursos. Enquanto nós somos 384 magistrados para cuidar dos processos do DF, os ministros do STJ são 33 para cuidar do Brasil, é substancioso”.
Por fim, o Presidente do TJDFT destacou que o papel do juiz é julgar, cumprir o que está escrito, reeducar. “O juiz não sentencia para que a sociedade se sinta recompensada porque o criminoso está a pão e água. Nós colocamos alguém nas agruras da prisão para que essa pessoa seja recuperada para a sociedade, nada mais. Nosso papel é reeducar”.
Para ler a entrevista na íntegra, clique aqui ou acesse o site da Amagis-DF.