Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

CDJA/VIJ recebe visita de organismo americano de adoção internacional

por LC/SECOM/VIJ-DF — publicado 26/03/2018

Presidente e equipe da entidade Lifeline Children´s Services vieram conhecer a dinâmica da adoção internacional no DF

A Comissão Distrital Judiciária de Adoção do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – CDJA recebeu, na quinta-feira, 23/3, o presidente, o coordenador e quatro representantes da entidade americana Lifeline Children´s Services, organismo credenciado no Brasil para realizar adoções internacionais. Na ocasião, as equipes da CDJA e da Lifeline Children´s reuniram-se para falar do trabalho que desenvolvem na área de adoção.

Durante o encontro, o presidente do organismo, Herbert Newell, disse que a equipe tem visitado algumas autoridades centrais estaduais brasileiras para apresentar o trabalho e estreitar relacionamentos. Em Brasília, eles visitaram a CDJA para conhecer melhor a realidade da adoção internacional no DF e desejam, oportunamente, se reunir com a Embaixada Americana e com a ACAF – Autoridade Central Administrativa Federal.

Ao falar sobre o organismo que representa, Newell explicou que a Lifeline atua em 20 países, dedicando-se à temática adoção em três frentes: adoção internacional; preparação de famílias que se disponibilizam em acolher crianças e adolescentes temporariamente e educação de famílias adotivas. “Prezamos pelo cuidado em preparar as famílias para acolherem crianças e adolescentes da melhor forma possível”, afirmou.

O representante chefe da Lifeline no Brasil, Marcos Mil-Homens, e sua assessora, Márcia Naves, discorreram sobre um projeto da entidade que visa buscar famílias que possam acolher crianças e adolescentes com dificuldades de adoção. “Estamos interessados em realizar uma espécie de busca ativa para encontrar famílias que tenham perfil para adotar determinadas crianças ou adolescentes, inclusive, aquelas com deficiências ou grupo de irmãos. Podem ser famílias já habilitadas em outros países ou famílias em processo de habilitação com real disponibilidade em adotar”, explicaram.

Na sequência, a Secretária Executiva Substituta da CDJA, Ana Carolina Gomes, destacou a dificuldade de encontrar em Brasília e no Brasil famílias que queiram adotar crianças acima dos 11 anos de idade. A servidora elogiou o projeto de busca ativa do organismo e o considerou como uma semente de esperança. “Achamos muito importante uma iniciativa como essa que vise à busca ativa e que prepare famílias para a adoção internacional, inclusive, no sentido de rever e ampliar o perfil desejado pelas famílias. Isso acende uma esperança para que crianças mais velhas e adolescentes possam ser colocados em famílias adotivas”, afirmou Ana Carolina. 

Ainda durante o encontro, a CDJA esclareceu sobre a dinâmica da escolha de crianças e adolescentes cadastrados para a adoção internacional no DF, ressaltando que esses meninos e meninas somente são disponibilizados para a adoção internacional, quando esgotadas todas as possibilidades de adoção nacional. 

A CDJA também apresentou dados sobre as adoções realizadas em 2016 e 2017 (idade, sexo, estado de saúde, grupo de irmãos etc), explicou como são escolhidas as famílias adotantes e falou sobre a importância do engajamento dos novos pais em todo o processo de adoção internacional. 

 “A família deve se manter fortalecida durante o estágio de convivência, principalmente diante das dificuldades. É importante que todos os membros da família tenham a capacidade de se colocar no lugar da criança e do adolescente, pensando nas dificuldades que eles passaram e estão passando para formar os novos vínculos. Quando a família coloca as dificuldades dos meninos em primeiro plano, ela se torna forte para lidar com qualquer obstáculo. É importante que haja a renúncia aos desejos, expectativas e idealizações para estar com a criança e o adolescente no momento presente”, observou Ana Carolina, que reforçou ainda sobre a necessidade de haver disponibilidade entre ambos os cônjuges no projeto adotivo, como uma decisão tomada em conjunto.

Quanto à atuação da Lifeline na preparação dos casais, o diretor internacional da Lifeline Children's Services, Joshua Caldwell, afirmou que os relatórios feitos pela equipe técnica da entidade são bem extensivos e detalhistas, de modo que os diversos treinamentos realizados com as famílias, bem como a forma como lidam com eles também são registrados nos documentos técnicos. “Os nossos programas buscam preparar as famílias levando em consideração as questões colocadas, de modo que elas consigam lidar com as situações que se apresentarem”, explicou. 

A gerente do programa que acompanha as adoções na América Latina, Beth Perez, registrou que o organismo já preparou duas famílias que adotaram no Brasil e, atualmente, estão em estudo os dossiês de outras duas. “As famílias adotivas são acompanhadas durante todo o processo de adoção, desde a parte jurídica, passando pelo apoio para lidar com os desafios até a pós-adoção, quando também recebem o suporte necessário”, afirmou a representante.

Elogio

Os membros da Lifeline elogiaram o trabalho desenvolvido pela CDJA, em especial o projeto “Era uma vez... O re-contar de uma história”, que consiste na produção de livros infantis que narram a história de vida das crianças envolvidas nos processos de adoção internacional. Ao final, manifestaram o real desejo de acompanhar processos de adoção no Distrito Federal.

Além da Secretária Executiva Substituta da CDJA, Ana Carolina Gomes, participaram do encontro as servidoras do setor Naisa Carla e Vânia Valadão.