TJDFT adequa ambiente para abrigar cão guia de servidor

por SB — publicado 2019-02-13T15:35:00-03:00

foto do servidor Ernandes com seu cão guia, Carson, parados em frente ao palácio do TJDFTO suporte oferecido pelo TJDFT, o apoio dos gestores e a acolhida da equipe foram os fatores essenciais para que o servidor do TJDFT Ernandes Feitosa, que é uma pessoa com deficiência visual, pudesse contar com a companhia de Carson, seu cão-guia. O animal de um ano e três meses chegou há duas semanas dos Estados Unidos, mas já está se sentindo em casa na Consultoria Jurídica de Pessoal da Presidência - seu local de trabalho no TJDFT.

Conhecendo a necessidade do servidor e o quanto o cão-guia seria útil para ele, o TJDFT incluiu no layout do setor uma saleta para abrigá-lo ao lado do dono durante todo o expediente, na qual também foi incluída uma estação de trabalho para a estagiária que auxilia Ernandes quando necessário. “É um servidor que merece todo o suporte que o Tribunal oferece a ele”, explica a chefe do setor Daniela Lucas de Ávila. Esta não é a primeira vez que o TJDFT realiza adaptações para viabilizar a lotação do servidor, medida que também foi realizada nos outros setores por onde passou. Em outro momento, o desembargador Sebastião Coelho abriu mão de metade do espaço físico de seu gabinete para permitir a adaptação do local para receber Ernandes.

Ernandes, que está no Tribunal desde 2012 quando tomou posse como analista judiciário, teve outro cão-guia que o acompanhou por onze anos e faleceu em 2016. Em fevereiro de 2017, inscreveu-se no Brasil e nos Estados Unidos para conseguir outro animal. A resposta veio em dezembro do ano passado, da escola Pilot Dogs de Columbus, nos Estados Unidos, para onde viajou em busca do jovem golden retriever adestrado para o trabalho. Antes de receber Carson, os servidores do setor passaram por um pequeno treinamento para conviver com o novo "colega", além de ser feita também a ambientação necessária para que o animal se sentisse em casa. Deu certo. “Houve um acolhimento por parte da equipe, uma compreensão e até uma alegria”, conta Daniela. Enquanto o animal está conduzindo uma pessoa, diz-se que ele está em momento de trabalho, não devendo ser alimentado e nem acariciado, para que não perca a concentração.

Servidor Ernandes e a estagiária Dédora, sentados trabalhando. Atrás, o cão guia, Carson, deitado.Ernandes, que é formado em Direito e em Administração, foi eleito pela segunda vez como o representante dos servidores com deficiência na Comissão Multidisciplinar de Inclusão, responsável por coordenar o Programa de Inclusão do TJDFT. A Comissão, criada pela Portaria Conjunta 63/2015, é composta por juízes de direito, pelo Núcleo de Inclusão e por diversos setores da Casa. Desde 2009, o TJDFT conta com o Núcleo de Inclusão, setor criado especificamente para planejar, implementar e promover ações integradas com os diversos setores do Tribunal, no sentido de viabilizar a inclusão da pessoa com deficiência no contexto institucional. Dentre as atribuições do Núcleo está a de promover a difusão de uma cultura de inclusão social, bem como verificar e garantir a integração das ações desenvolvidas pelas diversas unidades.

O direito da pessoa com deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia é assegurado pela Lei 11.126/2005, regulamentada pelo Decreto 5904/2006.

Acesse o Flickr do TJDFT e confira as fotos do servidor e do cão guia.

Fotos: Daniel Coelho-NBastian/Divulgação TJDFT