Trabalho do TJDFT para reabilitação de agressores é destaque no Correio Braziliense

por ACS — publicado 2019-06-03T14:04:00-03:00

correio.jpgO trabalho desenvolvido pelo TJDFT para educação e reabilitação de autores de violência doméstica e familiar contra a mulher foi destacado pelo jornal Correio Braziliense em sua edição desse domingo, 2/6. A reportagem “Dialogar e buscar ajuda podem ajudar homens a mudar comportamento agressivo” tratou do tema e apontou caminhos para a diminuição da violência doméstica, como o proposto pelo Tribunal no processo de autorresponsabilização dos agressores.

Em 2016, o TJDFT, por meio do Centro Judiciário da Mulher – CJM, criou grupos reflexivos para autores de violência doméstica e familiar junto aos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, que até hoje já atenderam cerca de 1,9 mil agressores. A iniciativa está amparada na Lei Maria da Penha, que recomenda a criação e a promoção de centros de “educação” e “reabilitação” para os agressores.

Ouvido pela reportagem, o coordenador Grupo Reflexivo para Homens no TJDFT, João Wesley Domingues, afirmou que normalmente os agressores apresentam justificativas para os seus atos, como bebida ou ciúmes. Para o coordenador, “é muito importante acabar com a justificação da violência e a banalização”, por meio de um processo de conscientização e autorresponsabilização dos agressores.

Grupos reflexivos

O grupo reflexivo para autores de violência doméstica e familiar é um modelo de intervenção que tem por objetivo contribuir para a diminuição da reincidência dos casos de violência contra a mulher por parte dos agressores, tanto em seus relacionamentos atuais quanto nos futuros. Para isso, os facilitadores buscam reduzir as crenças legitimadoras e perpetuadoras do uso de violência em relações domésticas e familiares e as justificativas para comportamentos abusivos. Busca-se também promover a ampliação da visão de mundos dos participantes no que tange a violência, gênero, masculinidade e direitos. A fim de aferir a efetividade do trabalho, os participantes passam por avaliação do nível de estresse no início e no final das reuniões. Outro ponto avaliado é a percepção social de cada um em relação à tolerância quanto à violência contra a mulher.

Clique aqui para ler a reportagem no site do Correio Braziliense.