Supervisora da VIJ fala dos desafios e perspectivas do acolhimento infantojuvenil no DF

por NC/SECOM/VIJ-DF — publicado 2019-03-15T19:05:00-03:00

Supervisora da SEFAE/VIJ-DFCom o objetivo de trazer questões para um debate que contribua com os avanços na garantia do direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes, a assistente social Vânia Sibylla Pires, supervisora da Seção de Fiscalização, Orientação e Acompanhamento de Entidades da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal – SEFAE/VIJ-DF, escreveu artigo no qual traz um resumo do panorama histórico dos serviços de acolhimento infantojuvenil no DF bem como seus desafios e perspectivas.

Segundo Vânia, o acolhimento institucional representa a primeira ruptura da criança com quem deveria ser a sua matriz protetora: a família. “Ao serem acolhidos, essas crianças e adolescentes constituem-se em ‘peças de um grande mosaico’, cujo resgate da história e identidade torna-se desafio constante para a reorientação desses meninos e meninas, com todo o empenho dos técnicos, dirigentes e cuidadores das instituições, além do Estado e da sociedade civil", avalia.

A autora observa que, quando o acolhimento é prolongado, em geral o acolhido não quer voltar para sua família de origem, porque já se desvinculou afetivamente, ou porque percebe que, na entidade, possui melhores condições de desenvolver-se educacional ou profissionalmente. “Percebe-se que, quando maiores, na faixa dos 13 aos 17 anos, aproximadamente, o conflito entre as incertezas quanto à própria vida e a certeza do desligamento institucional próximo a ocorrer contribui, muitas vezes, para gerar situações constrangedoras e violentas”, afirma.

Vânia aborda ainda iniciativas colaborativas na busca de ações que contribuam efetivamente para atender a demanda desses jovens e seus auxiliares nas instituições de acolhimento bem como a limitação ou ausência de políticas sociais efetivas para o fortalecimento estrutural e emocional das famílias de origem das crianças e adolescentes institucionalizados. Entre os desafios das entidades de acolhimento, a supervisora cita conviver com as desigualdades sociais, manter a formação profissional da sua equipe, incrementar a rede social de apoio e articular-se a esses atores.

Clique aqui para ler a íntegra do texto, que foi apresentado por Vânia Sibylla Pires no seminário “Justiça e Primeira Infância: o futuro começa hoje”, realizado no último mês de fevereiro, nos dias 27 e 28, no auditório Ministro Sepúlveda Pertence do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios. A fala da supervisora da VIJ-DF fez parte do painel 3 do evento, ocorrido na manhã do segundo dia, cujos palestrantes discutiram questões referentes aos avanços e desafios na garantia do direito à convivência familiar e comunitária.