Juiz nega pedido de revogação de prisão preventiva de acusados de matar padre na Asa Norte
O juiz da 7ª Vara Criminal de Brasília negou o pedido de revogação da prisão preventiva de Alessandro de Anchieta Silva, Antonio Wyllian Almeida Santos e Daniel Souza Cruz, acusados do assassinato do padre Kazimierz Wojno, conhecido como padre Casemiro, da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na 702 Norte. Os denunciados estão presos temporariamente, desde outubro de 2019, e respondem pelos crimes de roubo seguido de morte e corrupção de menores, tipificados nos art. 157, § 3º, inciso II e art. 157, § 2, incisos II e V, c/c § 2-A, inciso I, do Código Penal, bem como do art. 244-B, caput, da Lei 8.069/90.
Ao analisar os autos, o juiz verificou que os motivos que levaram à decretação da segregação cautelar dos três acusados permanecem inalterados. O magistrado também ressaltou que há fortes indícios de autoria e que se tratam de crimes dolosos apenados com pena privativa de liberdade máxima superior a quatro anos e, ainda, praticados com extrema violência. Nesse contexto, o juiz explicou que eventuais condições pessoais favoráveis dos acusados (como residência fixa e ocupação lícita), que inclusive já foram objeto de argumentação de suas defesas, acabam por sucumbir diante do interesse maior de se resguardar a sociedade.
Além disso, o magistrado destacou que os réus apresentam antecedentes penais por outros delitos graves e, ainda verificou que, após a prisão, a denúncia foi aditada para a inclusão de novo crime, de corrupção de menores, o que, de acordo com o magistrado, “em certa medida, torna ainda mais grave a conduta que lhes foi imputada”. Portanto, “resta induvidoso que os réus oferecem risco à ordem pública e que medidas cautelares diversas da prisão mostram-se insuficientes ao caso”, decidiu o juiz.
Cabe recurso.
PJe: 0732109-90.2019.8.07.0001