Seminário debate futuro da gestão e tecnologias no Poder Judiciário

por RM — publicado 2020-10-09T13:31:00-03:00

SEMINÁRIO INOVAÇÃO.png“A melhoria da produtividade se faz com gestão e inovação”. Esta frase do juiz do TJDFT Fabrício Lunardi resume bem os temas debatidos no último dia do I Seminário Nacional de Gestão e Inovação no Judiciário – A Justiça na era digital, que aconteceu na manhã desta sexta-feira, 9/10. O evento, transmitido ao vivo por meio do canal do Tribunal no YouTube, alcançou mais de 2 mil visualizações. Clique aqui e assista ao vídeo do dia de encerramento do Seminário.

André Corrêa D’Almeida e Clara Langevin.jpgAs apresentações tiveram início às 9h com a palestra “O futuro da Inteligência Artificial no Sistema Judiciário Brasileiro”, proferida pelo Dr. André Corrêa D’Almeida, professor da Universidade de Columbia/NY, e por Clara Langevin, líder do Portfólio de Inteligência Artificial/ Machine Learning do C4IR Brasil. Eles traçaram um contexto da Inteligência Artificial – IA no mundo e falaram sobre como um estudo elaborado para o CNJ pelo Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio – ITS sobre o tema pode ser aplicado nos tribunais estaduais brasileiros.

SI 6.jpgEm seguida foi a vez do advogado e doutor em Direito e Economia Ivo Gico Jr. tratar do tema “O Futuro da Gestão no Poder Judiciário – Da Jurimetria à Análise Econômica do Direito”. Em uma palestra objetiva e cheia de exemplos práticos, o jurista apresentou algumas ferramentas do futuro para a gestão do Judiciário. Ele destacou que este Poder “altera o direito. Ao fazer isso ele altera os incentivos, que alteram o comportamento das pessoas. Portanto, comportamentos diferentes levam a consequências diferentes. Cada interpretação jurídica é, portanto, uma escolha de uma consequência”.

SI 7.jpgLogo após, o Juiz do TJDFT Fabrício Lunardi, titular do Tribunal do Júri de Samambaia, falou sobre “Gestão Processual e Inovação em Unidades Judiciais”. O magistrado analisou a relação entre processo, sistema de justiça, gestão processual e efetividade e, ao tratar do conceito de accountability, convidou juízes e servidores a assumirem suas responsabilidades no trabalho judicial. “Inovação tem que ter uma ação na prática, com respeito à ética, isonomia, transparência, cooperação e humildade intelectual”, lembrou o juiz.

Por fim, a última palestra da manhã coube a Ronaldo Lemos, advogado, professor e pesquisador brasileiro respeitado internacionalmente, especialista em temas como tecnologia, mídia e propriedade intelectual. Com o tema “Tendências da transformação digital no Poder Judiciário”, ele defende a conversão dos Governos em plataformas digitais, sob pena de não mais acompanharem a evolução das vidas das pessoas e perderem a capacidade de governar.

SI 9.jpgAlém de outras ponderações, o advogado destacou a importância do Brasil não retroceder na questão da transparência de dados, citou as tecnologias que mais podem agregar ao Poder Judiciário, como a IA, e considerou que o papel de destaque do Judiciário com o uso de novas tecnologias no Poder Público brasileiro. “Por sua forma de se organizar administrativamente, é o Poder que mais têm condições de gerar iniciativas de experimentação que depois podem ser nacionalizadas”, garantiu.

Ao final, representantes da Escola de Formação Judiciária do TJDFT, responsável pela organização do evento, destacaram a ampla participação do público durante a transmissão ao vivo das palestras e convidaram todos para a próxima edição do Seminário, que será realizada no primeiro semestre de 2021. Todas as palestras estão disponíveis na página da Escola na internet. Clique aqui e acesse todo o conteúdo. O concurso de monografias lançado durante o Seminário segue com inscrições abertas até o dia 12 de março de 2021. Clique aqui para mais informações.