TJDFT comemora 61 anos com lançamento de livro jurídico e exposição virtual
A segunda edição do "Memorial TJDFT Virtual: Arte e Cultura em Casa" levou ao público arte, saber jurídico e história. Na tarde desta segunda-feira, 19/4, foram lançados o livro jurídico “A ética de Emmanuel Lévinas e a justiça restaurativa: um diálogo interditado pela racionalidade penal moderna”, da Juíza de Direito Léa Ciarlini, e a exposição “Pigmentos”, do Juiz de Direito Substituto Clodair Edenilson Borin. O evento completo está disponível no Canal do TJDFT no Youtube.
Na abertura, o Presidente da Casa, Desembargador Romeu Gonzaga Neiva, ressaltou os desafios impostos pela pandemia da Covid-19 nos últimos meses e os esforços que estão sendo feitos para superá-los. "Nós nos reunimos para celebrar os 61 anos do TJDFT, cujo aniversário é dia 21 de abril. O inesperado nos obriga ao diferente. Logo, diante de toda uma realidade extrema em que enfrentamos, a Corte Distrital, por meio de ferramentas eletrônicas, continua firme na excelência de suas atividades e processos de gestão, haja vista a conquista pelo segundo ano consecutivo do prêmio CNJ de qualidade em seu grau máximo, categoria diamante”, frisou.
Para o Desembargador, a história do TJDFT não está separada da promoção da arte e da cultura, que vem assumindo um papel importante na atualidade. “Em um momento histórico doloroso para todos nós, a arte ajuda a passar uma mensagem de esperança, de que possamos vencer essas dificuldades a nós postas. Porque, embora todo contexto trágico, o homem se permite a sonhar e a criar”, afirmou.
A 1a. Vice-Presidente em exercício, Desembargadora Sandra De Santis, lembrou o papel do Memorial TJDFT – Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte na preservação da história e da cultura do Judiciário local. Em 2021, o Espaço completa 11 anos de funcionamento. "É neste momento que atentamos para a importância da promoção do conhecimento, da arte local, e da memória institucional enquanto forma de manter nosso Tribunal atuante na história e aproximar do Poder Judiciário, não apenas o jurisdicionado, mas também o cidadão comum”, pontuou.
Neste ano, o aniversário do Tribunal foi celebrado com o trabalho de dois magistrados. Os lançamentos e bate-papos foram conduzidos pelo Presidente da Comissão de Exposições e Mostras Temporárias para o Memorial TJDFT - Espaço Desembargadora Lila Pimenta Duarte e juiz auxiliar da 1ª Vice-Presidência, Francisco Antônio Alves de Oliveira. A conversa sobre o livro contou com a participação do Desembargador Roberto Freitas Filho, e a mostra de artes com a presença da Juíza de Direito Substituta Caroline Santos Lima. A Corregedora de Justiça do DF, Desembargadora Carmelita Brasil, também participou do evento comemorativo.
Livro jurídico
O livro jurídico “A ética de Emmanuel Lévinas e a justiça restaurativa: um diálogo interditado pela racionalidade penal moderna” é resultado da dissertação de mestrado da Juíza de Direito Léa Ciarlini. A magistrada é mestra em Direito e Políticas Públicas.
Durante o bate-papo, a magistrada explicou a proposta da obra e destacou que, na sua visão, “a justiça restaurativa, a despeito de ser uma política criminal, um modelo que tem grande valor e que poderia revolucionar o sistema de justiça penal. Infelizmente, diante da forma avassaladora e forte desse discurso do direito penal, ela fica interditada e não consegue se desenvolver nos pontos que ela poderia ir adiante”.
Exposição Pigmentos
O bate-papo sobre o livro jurídico foi seguido da abertura da exposição “Pigmentos”, do Juiz de Direito Substituto Clodair Edenilson Borin. Composta por 14 quadros, a exposição pode ser visitada no site de exposições virtuais do TJDFT. “Dentre as obras que já produzi, não tinha nada que fosse uma temática única que pudesse colocar o nome. Então, não podia colocar outro nome que não fosse a própria tinta, o pigmento que tem nos quadros”, explicou.
Os quadros, aliás, trazem uma representação fiel das cores e dos seus contrastes das pessoas e dos animais. Artista autodidata, Borin conta que um dos seus quadros preferidos é “Araras”, que traz uma das aves mais coloridas do Brasil. “Araras é especial porque foi minha primeira obra que tive orgulho. Todo mundo que vê gosta, adora. Ela é muito colorida. A arara é um espetáculo por si mesmo. Acho que é a ave mais bonita que nós temos”, relatou.
Memorial
O “Memorial TJDFT Virtual: Arte e Cultura em Casa” é uma realização da Casa, por meio da Primeira Vice-Presidência, através do Núcleo de Apoio à Preservação da Memória Institucional, NUAMI. O evento dá continuidade ao calendário cultural do Memorial TJDFT, que ocorre desde 2013. Agora, por conta das medidas de distanciamento impostas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus, as ações estão sendo feitas de forma virtual.