Violência contra mulher: assistente social do TJDFT fala sobre grupo de homens na TV Justiça
A assistente social do Núcleo Judiciário da Mulher - NJM do TJDFT, Márcia Borba, concedeu entrevista à TV Justiça, nesta quarta-feira, 27/1, e falou sobre a importância do trabalho realizado pelo Grupo Reflexivo de Homens - GRH do Tribunal, iniciativa voltada ao acompanhamento psicossocial de homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher.
Na ocasião, a assistente social destacou que "há pesquisas que provam que a participação nesse tipo de grupo diminui a reincidência das situações de violência”. Segundo a servidora, o TJDFT trabalha com a metodologia da autorresponsabilidade para que os homens possam refletir sobre a situação de violência a partir da abordagem de diversas temáticas.
Márcia Borba reforçou, ainda, a importância dos homens passarem por espaços psicossociais para ressignificarem a passagem pela Justiça. "Eles precisam entender a Lei Maria da Penha, entender as questões de gênero que estão implicadas na violência que eles praticaram e as questões sociais e culturais do próprio machismo, que os levam a responderem de forma violenta às questões que chegam na dinâmica relacional com a mulher e com a filha, por exemplo", relatou.
Como os atendimentos do programa do NJM são exclusivos para casos judicializados, homens e/ou famílias envolvidas em um contexto de violência doméstica que queiram algum tipo de atendimento espontâneo, podem procurar os serviços oferecidos pelos Núcleos de Atendimento às Famílias e aos Autores de Violência Doméstica - NAFAVD, da Secretaria de Estado da Mulher do DF, ou pelo RenovAÇÃO Homens: Afeto, Reflexão, Ação - Educação em direitos e promoção da saúde mental, da Defensoria Pública do DF.
Para mais informações sobre o projeto Grupo Reflexivo de Homens do TJDFT, clique aqui.