Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Juíza do TJDFT é reconhecida pela promoção da coesão social na América Latina

por ASP — publicado 05/03/2021

Reconhecimento é uma homenagem do programa Eurosocial pelo Dia da Mulher

A Juíza do TJDFT Gláucia Foley, coordenadora do Programa Justiça Comunitária, foi citada entre as 20 lideranças femininas da América Latina que se destacaram por liderar ações de governança para promover a coesão social. A iniciativa, organizada pelo programa Eurosocial + da União Europeia, visa reconhecer e tornar visível o trabalho desenvolvido e as contribuições em questões ligadas a justiça, desenvolvimento territorial, transparência e  finanças públicas. 

Na homenagem, prestada neste mês de março - quando se comemora o Dia Internacional da Mulher - a área de Governaça do programa Eurosocial + da União Europeia, gerido pela FIIAPP, busca destacar o trabalho dessas 20 mulheres que, no âmbito das ações promovidas pelo programa na sua Área de Governança, representam o compromisso com uma reconstrução inclusiva e resiliente.

Para o programa Eurosocial, são muitas as lideranças que estão promovendo a agenda de coesão social na América Latina em diferentes áreas. E por meio do Programa Justiça Comunitária, a Juíza Gláucia Foley tem conseguido melhorar o acesso à justiça, especialmente para grupos em risco de exclusão social.

A magistrada agradeceu o reconhecimento recebido pelo trabalho desempenhado e registrou uma mensagem: “Caríssimas companheiras da América Latina, é uma grande honra para mim e para o Programa de Justiça Comunitária do Brasil integrar este mosaico de mulheres que, junto às suas comunidades, constroem a democracia participativa, a mobilização pelos direitos, a cooperação e a ética do cuidado. Um mundo novo é possível. Muito obrigado pela valiosa colaboração do Eurosocial. Vamos em frente!”

Programa Justiça Comunitária

O Programa Justiça Comunitária - PJC estimula a comunidade a desenvolver mecanismos próprios de resolução de conflitos, por meio do diálogo, participação social e efetivação dos direitos humanos.

Coordenado pela juíza Gláucia Foley, o PJC, que se encontra em expansão no Distrito Federal, atua por meio de uma equipe interdisciplinar de servidores do TJDFT e de voluntários que integram a própria comunidade - chamados agentes comunitários de Justiça e Cidadania.

Os agentes têm um papel relevante na solução pacífica de situações conflituosas e dos problemas de sua comunidade. Sua atuação estimula a autocomposição de conflitos, a capacidade de gerar soluções para questões relativas à coletividade e ao exercício da mediação comunitária como uma prática social.

O Justiça Comunitária atua ainda na educação para os direitos, com o propósito de informar à população, “traduzindo” a linguagem jurídica.  Além disso, os voluntários do PJC participam da animação de rede sociais, por meio da articulação de vários setores da sociedade com vista ao bem comum.

Atualmente, o Justiça Comunitária tem enfoque em três projetos especiais: Vozes da Paz (promoção de cultura de paz em escolas públicas), Ubuntu (combate ao racismo) e Dores e Delícias de Ser Mulher (igualdade de gênero).

O Programa foi o vencedor da 2ª edição do Prêmio Innovare em 2005, na categoria Tribunal de Justiça, e tem sido apontado como referência nacional pelo Ministério da Justiça.

No mês de fevereiro deste ano, o PJC foi citado com destaque como forma de resgate do princípio constitucional da fraternidade pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Reynaldo Soares da Fonseca, em entrevista concedida ao Anuário da Justiça Brasil 2020, publicado no site Consultor Jurídico.

Confira mais informações na página do programa Justiça Comunitária no site do TJDFT