Leandro sonha em ter uma família, independente de como ela seja
Leandro é um menino de 16 anos que segue esperando por um lar em uma instituição de acolhimento do DF. Quando perguntamos qual é seu grande sonho na vida, ele responde com dois. Um deles, costuma aparecer na resposta de muitos – ser jogador de futebol. O outro, e mais importante pra ele, é um direito básico, que alguns como ele não têm: ter uma família. Leandro é um dos integrantes da nova fase do Em Busca de um Lar, programa de sensibilização para adoção fora do perfil clássico, desenvolvido pela Vara da Infância e da Juventude (VIJ-DF). Clique no link a seguir para conhecer melhor Leandro em vídeo: https://atalho.tjdft.jus.br/4wKYYr.
A iniciativa visa aumentar a chance daqueles que não costumam ser a escolha óbvia dos pretendentes à adoção – adolescentes e crianças mais velhas, que pertencem a grupos maiores de irmãos, com deficiência ou tenham graves problemas de saúde. Hoje, 75% das famílias habilitadas a adotar no DF estão abertas a acolher crianças até os três anos, sendo que elas representam menos de 10% do cadastro de quem aguarda para ser adotado.
Olhando além do formato da família
Leandro fala que se não for jogador de futebol, ele está aberto a tentar outras coisas, mas não abre mão do sonho de ter um lar. “O grande sonho dele é ter uma família”, conta Fernanda Ozório, assistente social na instituição de acolhimento em que o menino vive. Essa família dos sonhos para ele não tem uma configuração exata. “Qualquer tipo de família, o importante é ter uma família. Pra mim tem que dar atenção, cuidar, não ser uma família que maltrata”, divide Leandro.
Fã de futebol, Leandro gosta principalmente de jogar no ataque e fazer gols. Na escola, além de Educação Física, ele prefere a disciplina de Matemática. “O professor fala que eu sou bom, tiro nota alta”. Quando não está estudando, Leandro gosta de assistir filmes – especialmente de ação e terror -, passear e jogar no celular.
Fernanda conta que ele é um adolescente quieto e cheio de qualidades. “Ele é muito bacana: respeitador, obediente, responsável, faz as coisas dele. A meu ver ele é ótimo, tranquilo, fácil de lidar”, fala a assistente social. Para ela, a família que se abrir para acolhê-lo tem muito a ganhar. “Ele vai agregar sendo ele mesmo. Vai compartilhar, aprender o que é ter uma família, que é o sonho dele. Ele quer pessoas que o ajudem, dividam a vida com ele”, finaliza Fernanda.