Magistradas, servidoras e colaboradoras do TJDFT são destaque em matéria do CNJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou em seu site, na última sexta-feira, 9/12, a matéria intitulada “A Justiça delas”, com entrevistas de 15 mulheres que atuam ou usam os serviços da Justiça. A matéria foi produzida pela Agência CNJ de Notícias, que visitou diversos fóruns do DF durante duas semanas.
Foram entrevistadas magistradas, servidoras, recepcionistas, estagiárias, advogadas e cidadãs que frequentam o TJDFT e que procuram o Poder Judiciário na esperança de resolver uma pendência burocrática ou de proteger a própria vida e de seus filhos. A reportagem destaca que se trata de mulheres que também julgam, advogam, recebem as demandas que fazem da Justiça brasileira uma das mais acessadas do mundo. São histórias de mulheres que representam a potência de um Brasil que faz e busca por Justiça.
Entre as entrevistadas do TJDFT está a Juíza Luciana Sorrentino, que conta que já foi alvo da desconfiança de partes de processos por ser mulher. “Na minha experiência, percebi que não raras vezes, as mulheres esperavam um Juiz homem. Uma vez conduzi a audiência inteira e, ao final, mesmo tendo me apresentado antes, a mulher me perguntou quem era o Juiz. O fator cultural influencia muito as pessoas”, afirmou a magistrada.
Há 15 anos na magistratura, a Juíza Clarissa Braga Mendes se vê reiteradamente confrontada pelo fato de ser mulher em uma posição de poder. A predominância masculina entre os magistrados muitas vezes cria estranhamento até mesmo para os jurisdicionados, afirma a Juíza.
A servidora do TJDFT Maria Ferreira Adorno, que trabalha há mais de 29 anos no Judiciário, se sente discriminada por conta da idade, mas também, e principalmente, por ser mulher. Ela acredita que precisa se empenhar mais do que os colegas. “A violência velada, o desprezo, é pior; mais difícil de combater”.
Já para a bombeira civil Gabriela Oliveira– que trabalha para evitar perigo iminente e atende causas pré-hospitalares de servidores, servidores, magistrados e magistradas, além de usuários e usuárias dos serviços do fórum -, a desigualdade de gênero não a atinge diretamente e ela se sente valorizada pelo trabalho que desenvolve em um movimentado fórum do DF. “Temos preparo para atender o público e somos respeitadas quando o fazemos”, acredita.