VIJ-DF procura famílias para grupos de irmãos e adolescentes do DF
Das 587 famílias habilitadas para adotar no Distrito Federal, apenas 15% aceitam adotar crianças acima dos 4 anos de idade. Por outro lado, apenas 9 das 115 crianças cadastradas para adoção hoje no DF têm menos de 4 anos. Para aumentar as chances desses meninos e meninas que não correspondem ao perfil desejado pelos pretendentes habilitados no Sistema Nacional de Adoção (SNA), a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF) criou o Em Busca de um Lar. Em sua terceira fase, a iniciativa procura uma família para quem já passou da idade mais desejada pelos pretendentes, para grupos de irmãos e para crianças e adolescentes com deficiência ou problemas de saúde, perfis que também são menos buscados no acolhimento adotivo.
Participam da nova fase do Em Busca de um Lar diferentes formações de grupos de irmãos e adolescentes com sonhos que incluem receber carinho dos pais, ter uma família para ajudar no dever de casa e mesmo ter alguém para ir à formatura em Direito, que um dos integrantes sonha cursar na faculdade. São meninos e meninas com sonhos, características e histórias diferentes, mas com um mesmo objetivo: encontrar uma nova família. Conheça-os na vinheta do programa:
https://atalho.tjdft.jus.br/OgXZxQ.
Para alcançar esse objetivo, o Em Busca de um Lar trabalha com a busca ativa, isto é, a procura proativa por famílias em condições legais de adotar. Para chegar até elas, o programa dá visibilidade a meninas e meninos que não se enquadram no perfil clássico de adoção por meio de fotos e vídeos que são produzidos pela Seção de Comunicação Institucional da VIJ-DF e veiculados no site do TJDFT e nas redes sociais (Facebook: @embuscadeumlardf, Instagram e YouTube do Tribunal, além de grupos de WhatsApp), bem como pelos veículos de imprensa que espontaneamente apoiam a ação. Todo o material de divulgação conta com a prévia preparação emocional e concordância dos participantes e de seus guardiões institucionais, além de expressa autorização judicial, seguindo procedimentos previstos na Portaria VIJ 11/2018, que originou o programa.
O psicólogo Walter Gomes, supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ-DF, explica que, ao promover a divulgação dessas crianças e adolescentes, pretende-se ainda acabar com a invisibilidade histórica que os cerca, muitas vezes por desconhecimento ou preconceito. “Queremos que eles possam se expressar, mostrar quem são e, assim, as famílias possam ter outro olhar, mais realista e ao mesmo tempo sensível, a respeito deles, abrindo-se para a concretização de adoções”, declara o supervisor.
Famílias conectadas
A primeira fase do Em Busca de um Lar começou a ser executada efetivamente em 2019 com a inclusão de oito crianças e adolescentes, dos quais três foram acolhidos em adoção. O projeto foi pausado em 2020 devido à pandemia de Covid-19 e retomado em 2021 cercado dos cuidados sanitários. Nessa fase, foram inseridas no programa três crianças de idades entre 2 e 4 anos com sérios problemas de saúde, como paralisia cerebral, hidranencefalia e hidrocefalia. Uma criança foi acolhida em adoção: o pequeno Geovanny, que ganhou uma casa ao lado dos pais Juliane Vilaverde e Gustavo Guedes (foto).
É importante lembrar que o acolhimento adotivo dessas crianças e adolescentes, mesmo sendo por intermédio de busca ativa, somente é possível por pessoas habilitadas judicialmente para integrar o cadastro de adoção. Às pessoas que pretendem se habilitar para adoção de crianças com problemas de saúde é assegurada prioridade no cadastro pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para saber como se habilitar para adoção no DF, acesse o link: https://atalho.tjdft.jus.br/qf8h9j.
Mais informações sobre o Em Busca de um Lar, acesse os links a seguir:
https://atalho.tjdft.jus.br/3OdS7E
https://atalho.tjdft.jus.br/d2CpBW